31.5.06
Bonde
Depois de três anos de uma briga entre a cidade de Florianópolis e o sistema de transporte coletivo, o governo decidiu pensar a sério - aparentemente - numa alternativa. O transporte público da capital catarinense depende hoje totalmente dos ônibus (com exceção de uma pequena comunidade da Costa da Lagoa, onde há um serviço público de barcos). Nos anos 1990, A prefeitura tentou implantar um sistema complementar de transporte marítimo - afinal a maior parte da cidade está instalada numa ilha. Mas o tal sistema não se viabilizou e, mesmo que tivesse sucesso, não resolveria os problemas de ineficiência do transporte municipal. De acordo com matéria publicada hoje no AN Capital, estudos para implantação de uma rede de veículos leves sobre trilhos (VLT, vulgo bonde), deve estar pronta até o fim do ano. Comum em cidades européias de porte médio, o bonde entraria em funcionamento, numa previsão otimista, em 2010.
29.5.06
Servidores...
Depois funcionário público não quer ter má fama. Chego depois do almoço à Biblioteca Pública do Estado, onde pretendia fazer uma pesquisa em jornais antigos para o meu trabalho de conclusão de curso, e dou com a cara na porta. Um cartaz avisa (pelo menos isso): "a Biblioteca Pública estará fechada a partir das 13 horas para reunião de seus servidores, voltando a abrir quando a reunião terminar". Tudo bem, o pobre do usuário que espere, afinal os servidores não estão aí para servir, mesmo, não é? Já tiveram a idéia de fazer reuniões em dois turnos, ou então fora do horário de expediente externo?
24.5.06
O dinheiro das cidades
Matéria do colega Lúcio Lambranho, capa do Jornal do Brasil de hoje, mostra que dois terços das verbas repassadas pelo governo federal aos municípios (cerca de R$ 66 bilhões por ano) acabam desviados. Comentei o assunto também no +D1.
28.4.06
Acidentes de trabalho
Certas profissões são mais perigosas do que parecem e o imponderável (podem chamar de sorte ou azar) pode ser a diferença entre a vida e a morte. Um catador de papel morreu numa rua de São José, na Grande Florianópolis, de uma forma absurda. Foi levemente ferido num atropelamento e socorrido pelo motorista envolvido no acidente. Estava na calçada aguardando atendimento dos bombeiros quando outro carro bateu no veículo estacionado e o arremessou contra o pobre coitado. Atropelado duas vezes, não resistiu.
Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.
Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.
23.4.06
Blogue é imprensa?
A Apple está processando três blogueiros por divulgarem informações estratégicas da companhia. Os responsáveis pelos blogues apelaram para a legislação de imprensa, alegando o direito de não revelar as fontes. A Apple afirma que o argumento não vale, porque blogue não é imprensa. E agora? A notícia é do Estadão.
8.4.06
Assaltaram o jornal O Estado!
Soube que ontem à tarde, dia de pagamento, ladrões invadiram a redação do moribundo jornal O Estado, em Florianópolis, e assaltaram as pessoas que estavam lá trabalhando. Sinto pelos amigos que trabalham lá, mas não dá para deixar de fazer piada com a coisa. Como disse o meu amigo Jacaré, ao saber da notícia: "mas que ladrão desavisado!". A turma não tá perdoando ninguém, nem os jornalistas de O Estado, que recebem salário com atraso de três meses, em parcelas e vales. Periga o ladrão ter ficado com pena e distribuído umas esmolinhas por lá. Antes tivessem ido direto à sala do dono do jornal, José Matusalém Comelli. Poderiam até não levar grande coisa, mas teriam cem anos de perdão.
5.4.06
O Estado
O blogue de César Valente, que reproduz a coluna do jornalista no Diário do Litoral, traz mais detalhes sobre o caso do jornal O Estado, agora sob nova direção. Especula o colunista que o "sócio oculto" de Adriano Kalil (que oficialmente comprou 40% de O Estado) seria o secretário estadual de Comunicação, Derly Massaud de Anunciação. O secretário nega. Mas há outros boatos, não mencionados por Valente. O tal "sócio oculto" seria um empresário português que estaria comprando vários pequenos jornais no país, alguns deles em Santa Catarina.
2.4.06
Homem ao mar
Banho de mar é mais divertido longe da praia. Como esse aí, no meio da Baía Norte, em Florianópolis (a água nesse ponto da baía é limpa, é bom avisar). Amigão Giancarlo me convidou para velejar, levando ainda na tripulação Lauro Maeda. Só faltou um detalhe: o vento. O veleirinho foi tocado por um motor de 3,3 HP a maior parte do tempo. Mas valeu muito. Velejar é um dos programas mais legais que já pude experimentar.
30.3.06
Notícias do Dia
Um amigo conversou com o jornaleiro de uma banca da esquina e teve a mesma impressão que relatei aqui na semana passada, quando começou a circular em Florianópolis um novo jornal popular, o Notícias do Dia. Contou o tal jornaleiro que, com a entrada do novo jornal, quem passou a vender menos foi o líder de mercado Diário Catarinense, exceto nos dias em que traz os classificados. Que aconteceria se o Notícias do Dia (vendido a R$ 0,50 o exemplar, contra R$ 1,50 do DC) começasse a fazer sucesso com seus próprios classificados?
28.3.06
O Estado
O blogue do jornalista Carlos Damião informou hoje o que pode ser o retorno do moribundo O Estado. O jornal mais antigo de Santa Catarina ainda em circulação (foi fundado em 1915) foi também o principal jornal do Estado até os anos 1980. Mas a concorrência do Diário Catarinense (criado em 1986 pelo grupo RBS) e uma má gestão acabaram transformando o "mais antigo" numa sombra do que foi. Apesar de manter o nome, o jornal deixou de circular em todo o Estado, trocou o formato grande (standart) para tablóide e tem hoje a circulação restrita a um punhado de assinantes teimosos na região de Florianópolis. Afundada em dívidas impagáveis, a empresa não encontrou comprador e a publicação caminhava para a extinção. Agora há um fato novo. Um empresário, ex-funcionário de O Estado, comprou 40% do jornal. A publicação será substituída por uma nova: "O Estado de Santa Catarina". O "estadinho" atual continuaria a circular, com periodicidade menor.
27.3.06
Substituição
E o time de blogues amigos do Bobagera tem uma alteração. Entra Questão de Momento, da nossa colega de +D1 Kátia Negreiros - Katita para os íntimos. Já faz parte da seleção aí do lado. Vai para o banco o Casa Proença, do amigão Giancarlo Proença, que decidiu tirar o blogue de circulação por uns tempos.
E há mais novidades. O clube Bobagera acaba de fechar uma nova contratação. O elenco de blogues amigos tem agora também Gucabral, do jornalista Gustavo Cabral, um cara viciado em fotografia.
E há mais novidades. O clube Bobagera acaba de fechar uma nova contratação. O elenco de blogues amigos tem agora também Gucabral, do jornalista Gustavo Cabral, um cara viciado em fotografia.
24.3.06
Desinauguração
O secretário estadual de Educação de Santa Catarina, Diomário de Queiroz, passou por um grande constrangimento na segunda-feira, ao ser obrigado a "desinaugurar" uma escola em Paulo Lopes, cidade a uma hora de Florianópolis. A história está na edição de hoje do AN Capital. Veja também a história do guarda municipal de São José, punido por multar o filho do prefeito.
23.3.06
22.3.06
Verão de W a Z
Encerrou-se hoje a primeira temporada do +D1, blogue coletivo do qual faço parte e que estréia nesta quinta-feira um novo tema: cidade. O idealizador do +D1, Alexandre Gonçalves, encerrou a Edição Verão com uma espécie de índice remissivo, com palavras que remetem a algumas das 192 notas publicadas no blogue durante essa primeira temporada.
Uma outra idéia, não colocada em prática, era associar cada letra do alfabeto a uma frase relacionada ao verão, fazendo assim um outro tipo de lista. Como sou besta, escolhi as mais difíceis: K, W, X, Y e Z. Como o Bobagera é meu e aqui eu escrevo o que eu quiser, aí vão os cinco verbetes não publicados no +D1. Não quero desperdiçar esse extremo esforço intelectual.
Uma outra idéia, não colocada em prática, era associar cada letra do alfabeto a uma frase relacionada ao verão, fazendo assim um outro tipo de lista. Como sou besta, escolhi as mais difíceis: K, W, X, Y e Z. Como o Bobagera é meu e aqui eu escrevo o que eu quiser, aí vão os cinco verbetes não publicados no +D1. Não quero desperdiçar esse extremo esforço intelectual.
Kombis, motor-homes e outras esquisitices sobre rodas deslocaram-se em massa do interior para o litoral, despejando gente em estreitas faixas de areia salgadas pelo mar.
Xampus foram consumidos às toneladas em tentativas vãs de tirar o sal marinho dos cabelos.Watts e mais watts foram consumidos com ar-condicionado gelado, chuveiradas intermináveis, freezers, ventiladores e todo tipo de quinquilharias elétricas.
Yes, tivemos people de todo hogar enjoying una playa right here, en la isla.
Zarparam há pouco milhares de pessoas, moradores de uma semana. Alguns voltarão.
19.3.06
Boas notícias do interior
Voltei ontem de uma curta viagem de estudos com minha turma de graduação em História da UFSC. Visitamos museus e arquivos históricos em Itajaí e Blumenau. Fez um calor do cão, ficamos num albergue fuleiro sem ar condicionado e com muitos mosquitos e o fato de eu ter quase o dobro da média de idade da turma não me fez sentir exatamente mais jovem. Mas apesar do cansaço, o passeio foi animador. Conheci gente que se empenha em projetos voltados para o conhecimento e a educação, num país que parece não dar muita bola para essas coisas. E com resultados interessantes, ainda que limitados e a despeito das dificuldades.
Comoveu-me o esforço do pessoal do arquivo histórico de Blumenau. O acervo foi totalmente destruído por um incêndio em 1958. Desde então, houve um intenso esforço junto a famílias, escolas e instituições da cidade para remontar tudo. Todo o projeto é pensado para facilitar o acesso dos pesquisadores aos documentos, com um intenso esforço de catalogação, digitalização, organização por temas e até um serviço rudimentar de consulta via internet. E o mérito parece ser da própria equipe do arquivo, apaixonada pelo que faz.
No interior de Itajaí, um grupo de pesquisadores, com apoio da prefeitura, está engajado na recuperação de uma antiga estação ferroviária, que será transformada num museu etno-arqueológico e num laboratório de pesquisa voltado para um trabalho com as escolas da rede municipal, envolvendo ainda a comunidade do entorno, no distrito de Itaipava. A Justiça local atrapalhou o projeto, atrasando em mais de um ano a obra de restauro, por conta de uma liminar obtida por uma empresa desqualificada na licitação. Mas eles não desanimam.
Comoveu-me o esforço do pessoal do arquivo histórico de Blumenau. O acervo foi totalmente destruído por um incêndio em 1958. Desde então, houve um intenso esforço junto a famílias, escolas e instituições da cidade para remontar tudo. Todo o projeto é pensado para facilitar o acesso dos pesquisadores aos documentos, com um intenso esforço de catalogação, digitalização, organização por temas e até um serviço rudimentar de consulta via internet. E o mérito parece ser da própria equipe do arquivo, apaixonada pelo que faz.
No interior de Itajaí, um grupo de pesquisadores, com apoio da prefeitura, está engajado na recuperação de uma antiga estação ferroviária, que será transformada num museu etno-arqueológico e num laboratório de pesquisa voltado para um trabalho com as escolas da rede municipal, envolvendo ainda a comunidade do entorno, no distrito de Itaipava. A Justiça local atrapalhou o projeto, atrasando em mais de um ano a obra de restauro, por conta de uma liminar obtida por uma empresa desqualificada na licitação. Mas eles não desanimam.
15.3.06
O mais novo e o mais antigo
Conversei outra vez com meu amigo jornaleiro. Na opinião dele, quem perde com a entrada em Florianópolis do jornal Notícias do Dia é mesmo o vetusto e moribundo O Estado, hoje em dia mais conhecido como Estadinho. Outrora o mais importante jornal catarinense, o diário que começou a circular em 1915 entrou num processo de decadência irreversível nos anos 1990, em parte provocado pela concorrência do Diário Catarinense (lançado pela RBS em 1986). Mas é da administração temerária de José Matusalém Comelli, atual dono do jornal, a maior parte da culpa. O Estado tem tudo para não chegar aos 100 anos.
14.3.06
Novo jornal
A amostra é ridiculamente pequena, mas conversando com o jornaleiro de uma das bancas de revista do centro de Florianópolis, tive algumas surpresas. O novo jornal que estreou ontem na cidade parece ter conquistado boa aceitação. O Notícias do Dia é um diário popular (sangue, futebol e mulher pelada, embora sem a linguagem chula de outro jornal catarinense, o Diário do Litoral), vendido a R$ 0,50, da mesma empresa que controla a afiliada local do SBT. O jornaleiro vendeu até o meio-dia todos os 25 exemplares de que dispunha, a mesma quantidade que costuma sair por dia do Diário Catarinense, jornal mais lido na cidade e no Estado, do grupo RBS (afiliado à Globo). O curioso é que ontem, na mesma banca, o DC encalhou. Será que o pessoal da RBS tem razão em ficar preocupado?
13.3.06
Vivo
Devido a um surto de preguiça provocado por recentes férias - além de um problema posterior que pode ser definido tecnicamente como "pau geral no computador" - este blogue esteve temporariamente fora da rede, mas não morreu (isso é para dar uma satisfação ao PH). Em virtude destas e outras desculpas esfarrapadas, no entanto, o Bobagera vai voltando devagar. Enquanto isso, leiam o +D1, outro lugar por onde não passava há algum tempo. Tem coisa nova lá.
2.2.06
25.1.06
Desplugado
Os temporais ocorridos em Santa Catarina neste início de semana me tiraram da rede. Fiquei segunda e terça-feira sem conexão com a internet aqui em casa, só reestabecida hoje. Novas tecnologias de conexão via rádio estão levando a banda larga a mais gente, mas o preço disso é que os equipamentos parecem mais vulneráveis a esse tipo de imprevisto.
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