15.9.06
Javalis
13.9.06
Mais blogues
12.9.06
Xavier
11.9.06
É MENINO!
9.9.06
Pirenópolis

Duas atrações em particular me impressionaram bem. Uma delas é a igreja matriz. Construída no século 18, no auge do ciclo do ouro, foi restaurada em 1996 e quase completamente destruída por um incêndio em 2001. Por sorte, o então governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é da cidade, o que certamente ajudou a captar recursos de grandes empresas e do próprio estado para uma nova restauração. A igreja foi completamente reconstruída e hoje abriga também um pequeno museu contanto como foi esse processo. Os técnicos tiveram que aprender a construír com adobe (técnica utilizada no século 18) para refazer a igreja como era antes. É impressionante a capacidade de isolamento térmico do adobe (argamassa a base de argila). Com um calor de quase 30 graus do lado de fora, a sensação dentro da nave principal da igreja é de que se está num ambiente com ar condicionado.
A outra atração é a Fazenda Vagafogo (o mesmo que vagalume, no linguajar local). O dono, Evandro, é um mineiro formado em Direito que nos anos 1960 foi hippie e foi morar numa comunidade alternativa na Bélgica, onde conheceu a atual mulher, também brasileira. Viajou por vários países e retornou ao Brasil nos anos 1980. Os dois conheceram Perinópolis (já um destino procurado por hippies), compraram uma fazenda e viraram pequenos agricultores, vendendo a produção em Brasília. Lá conheceram uma ONG, a Funatura, que os ajudou a transformar a fazenda em destino ecoturístico, há 15 anos, quando já tinham um filho adulto. Captaram recursos do governo britânico e da ONG WWF para construir um centro de visitantes. Metade da fazenda é de mata nativa e a outra metade produz frutas e gado. Arrumaram as trilhas e atraíram empresas que oferecem rapel, arvorismo e coisas do tipo. Mas a maior atração são os doces produzidos pela própria família com frutas do cerrado. Eles oferecem um brunch com a produção local que é barato e delicioso. E conseguiram tornar o negócio auto-sustentável. Além de tudo, são gente muito boa.
5.9.06
Outra Brasília

É bom mesmo não ficar só com a primeira impressão. Mas um dia na cidade e conheci um outro lado de Brasília, o lado bom de viver numa cidade planejada, arborizada e com amplos espaços públicos. O Parque da Cidade, um dos maiores espaços verdes urbanos do mundo, é a praia dos brasilienses. Há uma pista de oito quilômetros para corrida, caminhada ou ciclismo, um lago e um centro de convenções. Deve ser em função de um espaço destes que Brasília tem tantos atletas chegando entre os primeiros lugares de maratonas disputadas país afora.
O sistema de superquadras torna fácil encontrar qualquer endereço dentro do Plano Piloto (o centro projetado por Oscar Niemeyer, em forma de avião). Muitas quadras residenciais têm suas próprias "prefeituras" que cuidam da manutenção das áreas comuns de lazer e paisagismo. E ainda há as belas paisagens do Lago Paranoá.
Acabei descobrindo que Brasília é um bom lugar para morar, apesar do preço alto dos aluguéis. A cidade só precisa de um sistema de transporte coletivo urbano mais eficiente. Talvez por ter sido construída com tantas facilidades ao automóvel, a capital de largas avenidas ainda não tenha um metrô para deslocamento dentro do Plano Piloto.
2.9.06
Brasília

Muita gente acha estranho passar férias na capital federal - e é mesmo. Mas há amigos na cidade com visita prometida há tempos e finalmente usei isso como desculpa para conhecer Brasília. Ainda não pude ver muita coisa, só um passeio cívico rápido pelo Memorial JK, Catedral, Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes. Coisa de turista. A primeira impressão foi de uma cidade bonita mas mal cuidada, com aspecto de uma imensa repartição pública. Mas o pôr-do-sol no Planalto Central é belo e as linhas de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, mesmo sem polimento, não perdem totalmente o brilho. O tempo está bastante seco e quente, o que não contribui para tornar um passeio agradável. Nos próximos dias, mais descansado, pretendo conhecer melhor a capital.
30.8.06
Missões

Visitamos três ruínas. A mais impressionante é a de Trinidad del Paraná, no Paraguai. Impressiona o tamanho da cidade de pedra e especialmente da catedral. Havia casas na área urbana para quase 900 índios, com mais 4 mil estimados na zona rural em volta. Na Argentina, visitamos a redução de San Ignacio Mini, também imensa e com suficientes ruínas remanescentes para dar uma boa idéia do que era o lugar. Finalmente conhecemos São Miguel Arcanjo (foto acima), no Brasil. As três têm uma boa estrutrura para receber turistas. O diferencial de São Miguel é o espetáculo Som e Luz, com vozes gravadas de autores globais e projeções de luz que fazem as ruínas contarem sua própria história - romanceada, é verdade - sob o céu estrelado e o frio da região de fronteira do Rio Grande do Sul.
29.8.06
24.8.06
Falta de vergonha na cara!
Publicado em 23/8 e atualizado em 24/8Vergonhoso. É talvez a palavra mais leve para descrever o comportamento do sr. Miltinho Cunha, um cara que, ao se dizer jornalista e manezinho, envergonha os dois grupos - dos quais faço parte. A culpa é também do jornal O Estado, que deu espaço para esse sujeito. Há pelo menos um ano, o sr. Miltinho Cunha vinha plagiando descaradamente textos do blogue Querido Leitor, de Rosana Hermann. Apanhado em flagrante, ainda tentou se desculpar com uma mentira, afirmando na coluna que uma jornalista colaboradora havia plagiado duas notas, sem o conhecimento do próprio Miltinho. A perna curta não conseguiu caminhar por uma hora. A história toda está no Querido Leitor. Na corda bamba, o sr, Miltinho Cunha agora vai tomar um processo.
Uma bela discussão sobre o caso está no Comunique-se. De acordo com o saite especializado em comunicação, a direção de O Estado ainda estuda providências contra o copista. O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina ainda não se manifestou sobre a questão ética. O jornalista César Valente também comentou o assunto no blogue De olho na capital (reprodução da coluna no Diarinho). E o Blue Bus publicou uma nota.
E para não repetir o plágio, a foto, editada, é de Cláudio Araújo, publicada na página do fotógrafo Marco Cezar.
22.8.06
Ficção, nem sempre científica
Resolvi abrir mais espaço no Bobagera para meus textos de ficção - os que mais combinam com o nome do blogue, por falar nisso. Agora eles ganharam uma seção própria na lista de linques aí do lado. Com a ajuda do Writely, processador de textos on line do Google, transformei histórias em páginas da internet. Assim pude adicioná-las como linques próprios, permitindo uma leitura mais confortável e a
impressão individual dos textos. Reproduções são permitidas, desde que citado o autor.Os três primeiros integram a série de ficção científica A Ilha, publicada originalmente no blogue coletivo +D1. Os três seguintes são contos escritos em 2001. Eles integram a coletânea Contos de Oficina 28, editada em 2002 pela WS Editor. O livro é resultado da 28ª Oficina de Literatura da PUC-RS, organizada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, do qual fui aluno. Baratas não sabem ler é sobre uma guerra particular. Passe livre é sobre o terror particular. E Viela é talvez sobre o tempo.
21.8.06
Meia dúzia de jornais
Mas a concorrência pelo leitor local não fica entre esses quatro. A partir de hoje, o Diarinho (jornal de Itajaí que segue uma linha popular mais escrachada) passa a circular com uma capa específica para Florianópolis, além de já publicar a coluna De olho na capital, assinada pelo jornalista César Valente. E A Notícia (segundo jornal mais lido do Estado, de Joinville), mantém desde 1995 um caderno regional para a Grande Florianópolis, o AN Capital.
É verdade que a cidade cresceu muito nos últimos anos, recebendo gente pobre e rica, mas será que tem mercado para tanto papel impresso? Meu palpite (é só um palpite, sem nenhum estudo prévio) é que alguém vai ser empurrado para fora do barco, em pouco tempo. Pelo menos, com mais concorrência, quem sabe os jornais não melhoram? Por enquanto, se melhorar o mercado de trabalho para jornalistas, já é um ganho.
20.8.06
Assim nascem as ditaduras
Bela iniciativa, não? Tentar impedir que as pessoas leiam algo diferente do que você pensa. A ditadura militar fez a mesma coisa. Isso é tratar o público como idiota e não contribui em nada para a democracia. Quando achei que a Veja estava ruim demais, parei de comprar. É o suficiente. Quando encontro uma por aí, leio o que me interessa e separo o joio do trigo.
O leitor não é passivo, isso se pensava nos anos 1930, quando o nazismo usou estrategicamente os meios de comunicação de massa e os intelectuais de Frankfurt ficaram assustados. O leitor sempre filtra o que lê, de um modo ou de outro. Pode ler a Veja e concordar ou não com as idéias defendidas ali. Mas não querer que os outros leiam aquilo que você acha ruim só tem um nome: censura. Esse sujeito seria um bom censor.
15.8.06
Invasão de privacidade
O exame é uma tremenda invasão de privacidade - flagramos o indivíduo chupando dedo! - mas muito importante para detecter possíveis más formações. A mamãe passou com nota 10. O médico já descartou qualquer doença genética grave. O sexo ainda não está visível - esses paparazzi de jaleco realmente não deixam ninguém em paz - e daqui a 15 dias outro exame dirá se é menino ou menina.
14.8.06
Nuevo papá

Tecnicamente ainda não sou pai, já que a cria só sai da barriga da mãe em março. Mesmo assim, já recebi o primeiro presente de Dia dos Pais. A gente vai tirando vantagem onde pode. Ganhei o primeiro disco da série Hecho en Cuba, com a turma do Buena Vista Social Club (a velha guarda da música cubana que fez sucesso no documentário de Win Wenders, produzido em 1998 pelo guitarrista americano Ry Cooder). Os velhinhos do Buena Vista estão todos ali: o pianista Ruben Gonzales (duas das melhores faixas), Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Eliades Ochoa e Omara Portuondo.
Destaque para Chan Chan, uma espécie de música-tema do documentário. Dá vontade de fazer o itinerário repetido no refrão, se um dia for a Cuba: "de Altocedro voy para Marcané, llego a Cueto, voy para Mayari". Com o noticiário atual, fazer elogios à música cubana pode parecer propaganda do regime de Fidel, mas não é. De certo ponto de vista, é mesmo o oposto. Os velhinhos eram (a metade já morreu) um tesouro musical abandonado pela Cuba de Fidel e redescoberto por um músico americano.
A capa do CD imita uma caixa de charutos cubanos. E para combinar, também ganhei um Quintero havano, para quando o bebê nascer. O PH vai ter que me explicar como se fuma isso.
5.8.06
3.8.06
Reforma política
31.7.06
Corrupção
Uma maneira séria de combater a corrupção é aperfeiçoar as instituições capazes de atuar contra o problema. E isso não depende só do Executivo - embora ele deva colaborar - mas fundamentalmente do Judiciário e do Legislativo. É aí que está o nó. A França reduziu bastante a corrupção mudando a lei do orçamento. Fez a lição de casa que não aprendemos com o escândalo dos anões, em 1992. O caso dos sanguessugas nada mais é do que um repeteco da bandalheira da era Collor.
Só que é muito difícil que um Legislativo como este faça alguma mudança séria nas regras do orçamento, como acabar com as emendas individuais. O Congresso precisa ser limpo. Isso poderia ser feito por uma combinação de duas coisas: o voto e uma atuação mais firme e eficiente do Judiciário (incluindo o Ministério Público). Com um Judiciário lento e pouco independente dos outros poderes, fica difícil fazer algo funcionar. Sem punição, os maus políticos controlam o sistema eleitoral e o cidadão-eleitor fica sem muita alternativa.
Por isso cada vez mais acredito que a raiz de tudo está na educação. Um povo educado participa mais ativamente da democracia e tende a perceber com mais nitidez que dinheiro público não é do governo. É seu. Um povo educado, alfabetizado e criativo, é menos dependente do próprio Estado e mais capaz de pressioná-lo para que mude. Mas aí estamos falando de médio e longo prazo. Primeiro, é preciso que haja na sociedade um consenso grande o suficiente para que a educação seja considerada prioridade de Estado (mais do que de um governo). Aí poderíamos ter um sistema nacional de educação - não isso que temos hoje.
29.7.06
Repórter de Polícia
24.7.06
Confirmado. Ta lá
23.7.06
De meninas e novos donos da casa
Ainda não caiu direito a ficha. Não achávamos que aconteceria tão rápido, depois que abandonamos os métodos contraceptivos em abril. Mas já está ali, se formando, ainda pequeno demais para se parecer com um ser humano. Dois meses de gestação. Confesso que resisti à idéia de ter filhos, por não me sentir capaz de ser pai, em vários aspectos. Mas afinal, quem é? Se tanta gente tem sucesso em condições mais duras, por que eu não conseguiria? Espero aprender. Vou tentar fazer o melhor que puder.
Os possíveis nomes já foram escolhidos.
O de menina agradou todo mundo: Nina.
O de menino é mais polêmico: Xavier.
Nina parece ter origem na palavra italiana ninna, que quer dizer simplesmente menina. É um nome relativamente comum na Alemanha e combina com os sobrenomes Schmitz (da mãe) e da Costa (do pai). A inspiração veio no nome de uma amiga alemã, que mora em Bonn.
Xavier tem origem basca e significaria novo proprietário da casa. Nada mais apropriado, diga-se. A inspiração é antiga, veio de um sobrenome acrescentado voluntariamente por meu avô materno ao próprio nome (não sei a razão, talvez apenas porque achasse bonito). Muita gente estranha, porque no Brasil é mais usado como sobrenome. Mas Xavier se impôs sozinho.
20.7.06
Estamos grávidos!
2.7.06
A Ilha em duas versões
1.7.06
O Globo
30.6.06
29.6.06
Urubici

Estive no último fim de semana em Urubici, na serra catarinense, visitando algumas das mais belas paisagens por aqui. A foto acima é do Morro da Igreja, o segundo ponto mais alto do Sul do Brasil, com 1.822 metros acima no nível do mar (o primeiro é o Morro da Boa Vista, ali do lado, sem acesso ao topo). Ali ficam duas torres da Aeronáutica com radares que controlam todo o tráfego aéreo da região Sul. Urubici tem outros bons lugares para visitar, como o Morro da Cruz e a impressionante Serra do Corvo Branco, uma estrada sinuosa impressionantemente escarpada na montanha. Mais ao sul, entre os municípios de Bom Jardim da Serra e Lauro Müller, voltamos para casa pela Serra do Rio do Rastro, um dos principais pontos turísticos do Estado. É uma versão mais civilizada do caminho quase selvagem da Serra do Corvo Branco.
22.6.06
O nome do jornal
21.6.06
O Popular da RBS
Agora a RBS vai lançar seu próprio jornal popular. Líder de audiência (em TV e rádios) e de leitura (com dois jornais), além de ser a afiliada da Globo em Santa Catarina, o poderoso grupo gaúcho está preocupado como o minúsculo Notícias do Dia. Mas isso é típico da cultura da empresa, que presta muita atenção a qualquer concorrente debaixo de sua asa. Resta saber se a Rede SC vai comprar a briga ou tirar o time de campo.
20.6.06
Universidade
19.6.06
De volta para a África
18.6.06
Brasil (não é sobre a Copa)
14.6.06
Avaí na Copa
Isso sim é estréia
13.6.06
Copa do Mundo
12.6.06
Copa em quadrículas
11.6.06
Educação e Energia
10.6.06
De volta
6.6.06
Graduação
1.6.06
A Ilha
31.5.06
Bonde
29.5.06
Servidores...
24.5.06
O dinheiro das cidades
28.4.06
Acidentes de trabalho
Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.
23.4.06
Blogue é imprensa?
8.4.06
Assaltaram o jornal O Estado!
5.4.06
O Estado
2.4.06
Homem ao mar
Banho de mar é mais divertido longe da praia. Como esse aí, no meio da Baía Norte, em Florianópolis (a água nesse ponto da baía é limpa, é bom avisar). Amigão Giancarlo me convidou para velejar, levando ainda na tripulação Lauro Maeda. Só faltou um detalhe: o vento. O veleirinho foi tocado por um motor de 3,3 HP a maior parte do tempo. Mas valeu muito. Velejar é um dos programas mais legais que já pude experimentar.
30.3.06
Notícias do Dia
28.3.06
O Estado
27.3.06
Substituição
E há mais novidades. O clube Bobagera acaba de fechar uma nova contratação. O elenco de blogues amigos tem agora também Gucabral, do jornalista Gustavo Cabral, um cara viciado em fotografia.
24.3.06
Desinauguração
23.3.06
22.3.06
Verão de W a Z
Uma outra idéia, não colocada em prática, era associar cada letra do alfabeto a uma frase relacionada ao verão, fazendo assim um outro tipo de lista. Como sou besta, escolhi as mais difíceis: K, W, X, Y e Z. Como o Bobagera é meu e aqui eu escrevo o que eu quiser, aí vão os cinco verbetes não publicados no +D1. Não quero desperdiçar esse extremo esforço intelectual.
19.3.06
Boas notícias do interior
Comoveu-me o esforço do pessoal do arquivo histórico de Blumenau. O acervo foi totalmente destruído por um incêndio em 1958. Desde então, houve um intenso esforço junto a famílias, escolas e instituições da cidade para remontar tudo. Todo o projeto é pensado para facilitar o acesso dos pesquisadores aos documentos, com um intenso esforço de catalogação, digitalização, organização por temas e até um serviço rudimentar de consulta via internet. E o mérito parece ser da própria equipe do arquivo, apaixonada pelo que faz.
No interior de Itajaí, um grupo de pesquisadores, com apoio da prefeitura, está engajado na recuperação de uma antiga estação ferroviária, que será transformada num museu etno-arqueológico e num laboratório de pesquisa voltado para um trabalho com as escolas da rede municipal, envolvendo ainda a comunidade do entorno, no distrito de Itaipava. A Justiça local atrapalhou o projeto, atrasando em mais de um ano a obra de restauro, por conta de uma liminar obtida por uma empresa desqualificada na licitação. Mas eles não desanimam.
15.3.06
O mais novo e o mais antigo
14.3.06
Novo jornal
13.3.06
Vivo
2.2.06
25.1.06
Desplugado
18.1.06
Vai pedir o sigilo da mãe!
17.1.06
Rock na praia
15.1.06
13.1.06
Por falar em Educação
Robert Aumann (Prêmio Nobel de Economia em 2005, dividido com Thomas Schelling) esteve por aqui em 2002, participando de um seminário patrocinado pela Game Theory Society, da qual era presidente. A professora Ana Maria Bianchi, da FEA-USP, lembra da palestra e de seu estilo altamente didático. Dispensou os recursos audiovisuais disponíveis e pediu um singelo quadro negro. “Tiveram que sair procurando porque era a única coisa que não havia lá”, conta Bianchi.
Enquanto isso, o pessoal da área de Educação das nossas universidades canoniza Paulo Freire e diz que aula expositiva não serve. E são eles que formam os novos professores.
12.1.06
Educação e Ciência
Outra novidade vai facilitar a vida de professores e estudantes universitários (pelo menos os que tenham acesso à internet). O Google acaba de lançar a versão brasileira do Scholar, mecanismo de busca na rede especializado em artigos acadêmicos, que passa a disponibilizar também o conteúdo de grandes centros de pesquisa no país, popularizando a ciência. O Google Acadêmico, como é chamado no Brasil, foi criado em 2004 em inglês e já havia recebido versões em chinês,
11.1.06
Não é agora
10.1.06
A volta dos grandes shows
O ano de 2006 começa com uma temporada de grandes shows no Brasil. O empresário Luiz Oscar Niemeyer, que traz ao país em fevereiro as bandas U2 (duas apresentações em São Paulo) e Rolling Stones (um show no Rio de Janeiro) tem manifestado a assessores diretos e amigos preocupação com a concorrência, depois que a informação sobre mais um megashow, desta vez em Florianópolis, vazou entre alguns jornalistas. Os The Ruins Brothers voltam ao palco neste sábado, propositalmente sem muito alarde.O show, só para convidados rigorosamente selecionados, vai ser realizado no balneário de Jurerê, no sábado. Os organizadores ainda não divulgaram o endereço, para evitar tumultos e engarrafamentos no trânsito - já problemático durante a temporada de verão, em direção ao Norte da Ilha. Carlito Ruin (vocalista), Gian Ruin (baixista), Jefe Ruin (baterista) e os guitarristas Rafa Ruin (na foto rara de 2003, escondido atrás do vocalista) e Arlen Ruin (no centro) evitam falar do assunto.
Os The Ruins Brothers apresentaram-se ao vivo pela última vez em fevereiro de 2005, em Governador Celso Ramos, cidade praiana a 50 quilômetros de Florianópolis, famosa por ter recebido há poucos dias a modelo Gisele Bündchen. Especula-se que a própria Gisele ainda está em Jurerê (onde passou o réveillon) e que estaria na lista de convidados.
6.1.06
Agora é vergonha nacional
4.1.06
O padre no Carnaval
Não sei se a escola levou dinheiro do colégio (esse tipo de patrocínio virou moda nos últimos anos), mas suspeito que não – os padres inacianos nunca foram de jogar dinheiro fora. Só fico imaginando os sisudos jesuítas homenageados na passarela, saracoteando como destaques de carros alegóricos, cantando algo do tipo:
Deeeesde os tempos mais primóordios
Ooo jesuíta tá aíiiii
Eeeensinando a garotada
as conta de matemática
a geografia do Brasil
Foi lá
No Colégio Catarinense
Que o povo desterrense
Viu a educação surgir
(E hoje?)
E hoje
A moçada aprende ali
Direitinho
A história do país
(Ô skindô!)
30.12.05
Notícias de fim de ano
Mas antes ele esteve até pra lá de Bagdá, no Kuwait e no Líbano.
Ladrão ´Papai Noel´ entala em chaminé (Estadão)
Há sempre alguém desafiando o limite do ridículo.
Morto volta à vida em necrotério em Portugal (Terra)
Não vou nem comentar, pra não me chamarem de preconceituoso.
Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico (Folha)
Xiii.
29.12.05
27.12.05
Boa notícia
25.12.05
Jesus
23.12.05
Gisele, acho que é ela
22.12.05
Salários extras
21.12.05
Esporte não é saúde
Róiz não defende o sedentarismo, mas diz que atletas têm menos saúde do que pessoas comuns. Para o médico, atividade física estressa e provoca envelhecimento. Sem rodeios, critica a obra de Kenneth Cooper (o médico que lançou o método Cooper nos anos 70 e fez milhares de pessoas correrem diariamente e morrerem de infarto na rua). Para Róiz, Cooper ganhou muito dinheiro explorando a ignorância dos leitores.
20.12.05
Picaretagem coreana
19.12.05
Wikipedia
17.12.05
Tiro no pé
16.12.05
Você é terrorista?
15.12.05
Google W. Bush
Não é a primeira vez o Google usa o próprio buscador para fazer piada com o governo Bush Jr. Em 2004, inspetores da ONU anunciaram que não havia armas de destruição em massa no Iraque, desacreditando o pretexto usado pelos governos americano e britânico para a invasão. Logo depois o Google atacou.
A busca por "weapons of mass destruction" remetia então a uma página semelhante à mensagem de erro "Esta Página Não Pode Ser Exibida" do navegador, mas com o texto alterado para tirar sarro do migué anglo-americano. Essa brincadeira anterior do Google não está mais ativa, mas um saite britânico mantem na rede uma reprodução do resultado da busca. Vale a pena ler e clicar nos linques.
14.12.05
O que é farra-do-boi
Alguém sugeriu pedir emprestado o salão paroquial, comprar umas bebidas e dar uma festa. A dona Helga, matrona descendente de alemães, responsável pela salão, concordou. Lá pelas tantas, já estimulados pelo álcool, tiveram a brilhante idéia: "Vamu trazê umas muié pra cá"! Uma missão partiu imediatamente para buscar umas "meninas" na zona próxima.
Mas ali as notícias correm mais rápido que os farristas. Uma das esposas descobriu e correu para o salão, armada de cabo de vassoura. Flagrou os homens em plena euforia erótico-etílica. Consta que tinha sujeito dançando em cima da mesa, de cueca, com uma calcinha na cabeça. O cabo de vassoura comeu solto. A vila toda ficou sabendo e deu um rolo sem tamanho.
Acabou sobrando para a coitada da dona Helga, acusada pelas senhoras casadas do lugar de ser a promotora da devassidão: "Mass eu penssei que fosse só uma fesstinha inoscente"!
13.12.05
Estadunidense, ianque ou norte-americano?
Coisa de jornalista, não ligue. Num grupo de discussão por e-mail, discutimos eu e alguns amigos a forma mais apropriada de se referir aos habitantes dos Estados Unidos. Afinal, como chamar o pessoal de lá sem recorrer ao "vem cá, gringo viado!"?Norte-americano
Errado. O país se chama Estados Unidos da América (EUA). América do Norte é apenas o subcontinente onde está localizado e uma expressão que não faz parte do nome do país.
Ianque
A expressão designava originalmente os habitantes dos estados do Norte, durante a Guerra de Secessão. Para o pessoal de lá, seria quase como chamar os brasileiros de cariocas. Além disso, quando aplicado aos habitantes dos EUA indistintamente, é usado de forma pejorativa. Num texto em que não se pretenda fazer juízo de valor, não seria adequado.
Estadunidense
Termo pouco usual, incômodo de pronunciar e de escrever. Não é uma palavra que se preste muito ao jornalismo. É ainda um tanto estranho, já que Estados Unidos é a forma de organização do estado e não o nome do país propriamente dito. Já pensou chamar brasileiros de republicano-federativos? Tem a vantagem de remeter à expressão Estados Unidos, mais precisa.
Americano
Consagrado pelo uso comum, é mais adequado que estadunidense. Remete a América, como os habitantes dos EUA se referem ao próprio país. Tem contra o fato de América ser também o nome do continente. Mas causa menos confusão que "norte-americano", expressão que leva primeiro à idéia de América do Norte. "Americano", pelo contrário, associa-se antes ao país (uma unidade nacional) que ao continente (expressão geográfica sem unidade). E sempre existe o contexto.
11.12.05
Futebol profissional
"A um mês da estréia na competição, o clube palhocense está com o estádio vetado pela Federação Catarinense de Futebol, não dispõe de nenhum jogador, não tem diretoria ativa, possui uma dívida de R$ 50 mil referente aos salários de jogadores que até o mês passado disputaram o Campeonato Catarinense da Série A2 e ainda não tem sequer uma comissão técnica".
8.12.05
Bonson

Morreu hoje à tarde, em Florianópolis, Sérgio Bonson, um artista que fez parte da história da imprensa local. Cartunista, chargista, desenhista e aquarelista, publicou suas tiras nos jornais O Estado (Florianópolis), A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e Folha de São Paulo. Há duas semanas, sentiu-se mal e procurou um médico. O diagnóstico foi de um câncer nos pulmões, já em estado adiantado. Não foi possível tratamento. Bonson morreu num leito do Hospital Universitário da UFSC, em Florianópolis. Deixa seus desenhos e aquarelas, em que a cidade, de certo modo, sempre foi personagem.
6.12.05
Auto-surpresas
4.12.05
Bobagera 2.0
3.12.05
A volta do Bátima
2.12.05
Xinelão e mais de um

A lista de blogues amigos ganhou mais dois integrantes. Estreou ontem na rede o +D1, página diária coletiva de um grupo de jornalistas de Floripa (entre os quais, coincidentemente, está a competentíssima Cléia Schmitz, por acaso minha consorte). A proposta do blogue é ter uma cara temática, que vai mudar de tempos em tempos. Durante esse período inicial, o tema é o verão, assunto sobre o qual o pessoal de Florianópolis tem muito a dizer, obviamente.
Quem chegou também para a festa é o Xinelao Studio, do amigo chargista Frank Maia. O blogue traz algo mais do que as charges que Frank publica diariamente no jornal A Notícia. Uma visita diária ao Xinelão sempre vai trazer algo de bom - ao menos uma boa risada.
1.12.05
Jô já era
A produção do "Programa do Jô" (ou o próprio Jô Soares) enlouqueceu. A atração de ontem do programa da Rede Globo de Televisão foi o debate político entre estrelas femininas do jornalismo brasileiro (e uma professora de história), na mesma noite em que a Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato parlamentar do ex-ministro plenipotenciário José Dirceu. Nada mais oportuno (refiro-me, nesse caso, ao debate). Estavam no estúdio Lucia Hippolito (CBN/UOL News/O Estado de São Paulo), Maria Aparecida de Aquino (professora de História da USP), Ana Maria Tahan (Jornal do Brasil) e Lílian Witte Fibe (UOL News). Direto do plenário da Câmara em Brasília, Cristiana Lôbo (Globo News) completou o grupo. O problema é que o debate foi gravado pouco antes da sessão da Câmara, mas só foi ao ar depois do fato consumado. E pior, logo depois do Jornal da Globo, que cobriu toda a história. Ficou muito ruim abrir o programa falando da possibilidade de cassação de José Dirceu quando ele já estava cassado. Isso sem falar do amadorismo de colocar no ar a coitada da Cristiana Lôbo sem retorno de áudio. O problema teve que ser consertado no ar. Assim não dá.
24.11.05
Maldição
22.11.05
Turista do século 19

Nada mais corriqueiro do que fotos de viagem, ainda mais de um lugar turístico como Florianópolis. Mas imagine ver fotos como essas mais de um século depois que elas foram feitas. E ainda poder compará-las com imagens atuais dos mesmos lugares. É esse o resultado de um projeto de pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), coordenado pela professora Maria Teresa Cunha. Dois anos de pesquisa no acervo iconográfico do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina produziram a recuperação e catalogação de dezenas de fotos da cidade feitas entre o fim do século 19 e início do 20 por José Artur Boiteux. O produto mais interessante do projeto, no entanto, é o saite Imagens de um presente, que coloca as fotos à disposição de qualquer um que tenha acesso à internet. Um mapa interativo (na verdade uma foto aérea do centro da cidade) permite localizar o local de algumas fotos e ainda compará-las com imagens atuais. É uma bela iniciativa para despertar nas pessoas o interesse pela história.
26.10.05
Marketing sem noção
23.10.05
Diário de um novo mundo
O drama tem como pano-de-fundo o deslocamento de milhares de colonos portugueses das ilhas dos Açores para o Sul do Brasil, por volta dos anos 1750, para povoar a região então disputada com os espanhóis. O protagonista é o médico Gaspar de Fróes (Celulari) que acompanha a viagem de um grupo de colonos de Açores até Desterro (Florianópolis), onde se envolve com Maria (Daniela Escobar), esposa de um capitão do Exército. O romance é atravessado pela guerra colonial entre as duas potências ibéricas - é, na época Portugal e Espanha, pasmem, eram as maiores potências globais.
O filme conta com o mérito de levar para as telas um momento importante da formação do Brasil, ainda que não tenha a pretensão de contar essa história (os próprios colonos quase não aparecem como protagonistas do filme). O roteiro de Pedro Zimmerman, premiado no último festival de Gramado (assim como o próprio filme, no Júri Popular) é suficientemente bom para prender a atenção do público - o que merece aplausos em qualquer produção. Achei dispensáveis a participação especial do cantor Ney Matogrosso (na tela e na trilha sonora) e uma tentativa piegas de sensibilizar os expectadores catarinenses e gaúchos, no final. Ainda assim vale a pena assistir, principalmente para quem conhece pouco a história do Sul.
22.10.05
A Tchurma do Schuch
28.9.05

Quem foi criança nos anos 70 certamente se lembra dos Muppets. O programa semanal de TV estrelado por marionetes e sempre com convidados ilustres do showbizz em carne e osso foi um sucesso estrondoso, que amealhou 235 milhões de espectadores em vários países, de acordo com The Muppets Holding Company. A companhia, hoje associada à Disney, acaba de lançar nos Estados Unidos o DVD da primeira temporada do Muppets Show, criado em 1976. Mas as engraçadíssimas figuras dos Muppets são bem mais antigas que o programa. Seu líder, conhecido entre nós como Caco, o Sapo (Kermit, the Frog, para os americanos), parte no dia 14 de outubro numa turnê mundial com 50 destinos, para comemorar seu aniversário de 50 anos. Caco começará o périplo pela cidade texana que leva seu nome (Kermit) e visitará os destinos turísticos mais famosos do mundo, como a Estátua da Liberdade (Nova York), a torre Eiffel (Paris) e a Grande Muralha da China. O informe divulgado pela companhia na internet não diz se o Brasil está entre os 50 destinos.
16.9.05
Notas policiais
15.9.05
Bátima - o saite

Fãs do Filme do Bátima têm agora um endereço favorito na internet. Para quem não sabe do que se trata, o filme de 22 minutos é uma dublagem com "tradução livre", em cima de um episódio do famoso seriado Batman & Robin, dos anos 60, em versão recheada de palavrões. Foi feito em 1981 por uma dupla de adolescentes, só por brincadeira, e muitos anos depois alguém colocou a obra de arte na internet. Virou um ícone. Os próprios autores, hoje na faixa dos 40 anos, levaram um susto com a celebridade inesperada. A história toda está contata no saite, onde é possível também baixar o filme, a música "Feira da Fruta" da trilha sonora e trechos do vídeo comparando o episódio original com a versão chula.
