15.9.06

Javalis

O jornal A Notícia publica hoje uma boa reportagem sobre a invasão da região Oeste de Santa Catarina por cerca de 8 mil javalis. Por transmitirem doenças a animais de criação, a presença dos javalis ameaça a produção agropecuária local, principal força econômica da região. Sem esperar autorização do Ibama, fazendeiros se armam para o abate dos animais selvagens, enquanto um agricultor adotou dois filhotes como bichinhos de estimação. O texto é de correspondente de AN em Chapecó, Luciano Alves.

13.9.06

Mais blogues

A lista de blogues amigos acaba de ser renovada. No lugar dos que saíram, por desistência ou falta de atualização, entram recomendações de peso. Marcelinho Santos, sujeito apaixonado por cinema, publica seus comentários confortavelmente Da Poltrona. E Dauro Veras fala um pouco de tudo, sempre DVeras em Rede. Boa leitura.

12.9.06

Xavier

Um dia vou lhe contar. Não vai ser bem desse jeito, eu acho, mas você vai ficar sabendo. No início eu tive medo e não deixei você vir. Tive medo de não ser bom o suficiente para ser seu pai. Sua mãe sempre teve certeza, sempre foi corajosa. Foi ela quem me convenceu. E aí eu entrei assim, meio desajeitado, tateando as paredes e tentando sentir o chão, na maior aventura da minha vida. Não é só uma maneira de dizer, não, por mais que pareça uma frase batida de discurso pronto. É exatamente, literalmente, precisamente isso. O maior desafio, o maior feito que eu poderia deixar no mundo. E tanta coisa não depende de mim. E tanta coisa eu tenho que aprender. Isso ainda me assusta um pouco. Vou fazer o melhor que puder. Espero que você me ajude e me ensine. Ainda falta meio ano para sua entrada oficial nesse mundo doido, mas você já dá sentido a tudo.

11.9.06

É MENINO!

Essa foi a grande novidade do ultra-som de hoje (precisa mais?). De resto, o rapazinho cresce saudável, já está com 14 cm e 140 gramas.

9.9.06

Pirenópolis

Conheci no fim de semana passado a pequena cidade de Pirenópolis, em Goiás, a menos de 150 quilômetros de Brasília. Lugarzinho muito legal. Povoado interiorano tradicional, Pirenópolis tem algo a ver com as cidades de colonização portuguesa do litoral catarinense. A Festa do Divino e as Cavalhadas são lá as principais festas populares, comemoradas com pompa, e a figura da cabeça de boi com os cornos floridos, emblema da Cavalhada, é onipresente. Mas não era época de nenhuma dessas festas e as atrações que conheci são outras. Ao mesmo tempo em que tem um povo muito católico e conservador, Pirenópolis atraiu há algumas décadas muitas comunidades de hippies, que se instalaram em sítios da região. Com a descoberta do turismo, nos anos 1980, e a recuperação do casario histórico colonial - a cidade já foi o centro de uma rica região de produção de ouro - outros imigrantes se misturaram aos antigos hippies e o povoado se transformou numa mistura de antigo e moderno. A rua do lazer, onde se concentram os bares e restaurantes, tem um pouco de tudo, em lugares pequenos, mas bonitos e aconchegantes. E os sítios em volta viraram destinos de ecoturismo muito procurados.


Duas atrações em particular me impressionaram bem. Uma delas é a igreja matriz. Construída no século 18, no auge do ciclo do ouro, foi restaurada em 1996 e quase completamente destruída por um incêndio em 2001. Por sorte, o então governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é da cidade, o que certamente ajudou a captar recursos de grandes empresas e do próprio estado para uma nova restauração. A igreja foi completamente reconstruída e hoje abriga também um pequeno museu contanto como foi esse processo. Os técnicos tiveram que aprender a construír com adobe (técnica utilizada no século 18) para refazer a igreja como era antes. É impressionante a capacidade de isolamento térmico do adobe (argamassa a base de argila). Com um calor de quase 30 graus do lado de fora, a sensação dentro da nave principal da igreja é de que se está num ambiente com ar condicionado.

A outra atração é a Fazenda Vagafogo (o mesmo que vagalume, no linguajar local). O dono, Evandro, é um mineiro formado em Direito que nos anos 1960 foi hippie e foi morar numa comunidade alternativa na Bélgica, onde conheceu a atual mulher, também brasileira. Viajou por vários países e retornou ao Brasil nos anos 1980. Os dois conheceram Perinópolis (já um destino procurado por hippies), compraram uma fazenda e viraram pequenos agricultores, vendendo a produção em Brasília. Lá conheceram uma ONG, a Funatura, que os ajudou a transformar a fazenda em destino ecoturístico, há 15 anos, quando já tinham um filho adulto. Captaram recursos do governo britânico e da ONG WWF para construir um centro de visitantes. Metade da fazenda é de mata nativa e a outra metade produz frutas e gado. Arrumaram as trilhas e atraíram empresas que oferecem rapel, arvorismo e coisas do tipo. Mas a maior atração são os doces produzidos pela própria família com frutas do cerrado. Eles oferecem um brunch com a produção local que é barato e delicioso. E conseguiram tornar o negócio auto-sustentável. Além de tudo, são gente muito boa.

5.9.06

Outra Brasília


É bom mesmo não ficar só com a primeira impressão. Mas um dia na cidade e conheci um outro lado de Brasília, o lado bom de viver numa cidade planejada, arborizada e com amplos espaços públicos. O Parque da Cidade, um dos maiores espaços verdes urbanos do mundo, é a praia dos brasilienses. Há uma pista de oito quilômetros para corrida, caminhada ou ciclismo, um lago e um centro de convenções. Deve ser em função de um espaço destes que Brasília tem tantos atletas chegando entre os primeiros lugares de maratonas disputadas país afora.

O sistema de superquadras torna fácil encontrar qualquer endereço dentro do Plano Piloto (o centro projetado por Oscar Niemeyer, em forma de avião). Muitas quadras residenciais têm suas próprias "prefeituras" que cuidam da manutenção das áreas comuns de lazer e paisagismo. E ainda há as belas paisagens do Lago Paranoá.

Acabei descobrindo que Brasília é um bom lugar para morar, apesar do preço alto dos aluguéis. A cidade só precisa de um sistema de transporte coletivo urbano mais eficiente. Talvez por ter sido construída com tantas facilidades ao automóvel, a capital de largas avenidas ainda não tenha um metrô para deslocamento dentro do Plano Piloto.

2.9.06

Brasília


Muita gente acha estranho passar férias na capital federal - e é mesmo. Mas há amigos na cidade com visita prometida há tempos e finalmente usei isso como desculpa para conhecer Brasília. Ainda não pude ver muita coisa, só um passeio cívico rápido pelo Memorial JK, Catedral, Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes. Coisa de turista. A primeira impressão foi de uma cidade bonita mas mal cuidada, com aspecto de uma imensa repartição pública. Mas o pôr-do-sol no Planalto Central é belo e as linhas de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, mesmo sem polimento, não perdem totalmente o brilho. O tempo está bastante seco e quente, o que não contribui para tornar um passeio agradável. Nos próximos dias, mais descansado, pretendo conhecer melhor a capital.

30.8.06

Missões

Retornei ontem de uma viagem de estudos às ruínas de antigas reduções jesuíticas no Paraguai, Argentina e Brasil, os conhecidos 30 povos das missões. As reduções eram cidades fundadas e controladas por padres jesuítas entre o final dos anos 1600 e meados dos 1700, que chegavam a abrigar, cada uma, 5 mil guaranis. Apenas dois padres controlavam cada cidade, com o apoio de caciques locais. Foi um impressionante projeto de civilização, destruído pela força quando o êxito das reduções entrou em conflito com os interesses políticos e comerciais dos reinos de Portugal e Espanha. Comentei com um amigo que, para um interessado em história colonial, visitar esses lugares é como assistir a uma apresentação do Pink Floyd.


Visitamos três ruínas. A mais impressionante é a de Trinidad del Paraná, no Paraguai. Impressiona o tamanho da cidade de pedra e especialmente da catedral. Havia casas na área urbana para quase 900 índios, com mais 4 mil estimados na zona rural em volta. Na Argentina, visitamos a redução de San Ignacio Mini, também imensa e com suficientes ruínas remanescentes para dar uma boa idéia do que era o lugar. Finalmente conhecemos São Miguel Arcanjo (foto acima), no Brasil. As três têm uma boa estrutrura para receber turistas. O diferencial de São Miguel é o espetáculo Som e Luz, com vozes gravadas de autores globais e projeções de luz que fazem as ruínas contarem sua própria história - romanceada, é verdade - sob o céu estrelado e o frio da região de fronteira do Rio Grande do Sul.

29.8.06

ANJ pisa na bola

A Associação Nacional de Jornais recusou a filiação do Diarinho

24.8.06

RBS compra A Notícia

A informação é do blogue De olho na capital, do jornalista César Valente.

Falta de vergonha na cara!

Publicado em 23/8 e atualizado em 24/8

Vergonhoso. É talvez a palavra mais leve para descrever o comportamento do sr. Miltinho Cunha, um cara que, ao se dizer jornalista e manezinho, envergonha os dois grupos - dos quais faço parte. A culpa é também do jornal O Estado, que deu espaço para esse sujeito. Há pelo menos um ano, o sr. Miltinho Cunha vinha plagiando descaradamente textos do blogue Querido Leitor, de Rosana Hermann. Apanhado em flagrante, ainda tentou se desculpar com uma mentira, afirmando na coluna que uma jornalista colaboradora havia plagiado duas notas, sem o conhecimento do próprio Miltinho. A perna curta não conseguiu caminhar por uma hora. A história toda está no Querido Leitor. Na corda bamba, o sr, Miltinho Cunha agora vai tomar um processo.

Uma bela discussão sobre o caso está no Comunique-se. De acordo com o saite especializado em comunicação, a direção de O Estado ainda estuda providências contra o copista. O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina ainda não se manifestou sobre a questão ética. O jornalista César Valente também comentou o assunto no blogue De olho na capital (reprodução da coluna no Diarinho). E o Blue Bus publicou uma nota.

E para não repetir o plágio, a foto, editada, é de Cláudio Araújo, publicada na página do fotógrafo Marco Cezar.

22.8.06

Ficção, nem sempre científica

Resolvi abrir mais espaço no Bobagera para meus textos de ficção - os que mais combinam com o nome do blogue, por falar nisso. Agora eles ganharam uma seção própria na lista de linques aí do lado. Com a ajuda do Writely, processador de textos on line do Google, transformei histórias em páginas da internet. Assim pude adicioná-las como linques próprios, permitindo uma leitura mais confortável e a impressão individual dos textos. Reproduções são permitidas, desde que citado o autor.
Os três primeiros integram a série de ficção científica A Ilha, publicada originalmente no blogue coletivo +D1. Os três seguintes são contos escritos em 2001. Eles integram a coletânea Contos de Oficina 28, editada em 2002 pela WS Editor. O livro é resultado da 28ª Oficina de Literatura da PUC-RS, organizada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, do qual fui aluno. Baratas não sabem ler é sobre uma guerra particular. Passe livre é sobre o terror particular. E Viela é talvez sobre o tempo.

21.8.06

Meia dúzia de jornais

Florianópolis nunca teve tantos jornais ao mesmo tempo. A partir do dia 28, serão quatro com sede na capital: Diário Catarinense, do grupo RBS, é o mais lido. O Estado é o mais antigo (1915), cambaleante mas ainda vivo. Notícias do Dia, da Rede SC (empresa que controla a afiliada local do SBT) é o mais novo (lançado em março deste ano) e o primeiro de caráter "popular". Na mesma linha, começa a circular na semana que vem Hora de Santa Catarina, da RBS.

Mas a concorrência pelo leitor local não fica entre esses quatro. A partir de hoje, o Diarinho (jornal de Itajaí que segue uma linha popular mais escrachada) passa a circular com uma capa específica para Florianópolis, além de já publicar a coluna De olho na capital, assinada pelo jornalista César Valente. E A Notícia (segundo jornal mais lido do Estado, de Joinville), mantém desde 1995 um caderno regional para a Grande Florianópolis, o AN Capital.

É verdade que a cidade cresceu muito nos últimos anos, recebendo gente pobre e rica, mas será que tem mercado para tanto papel impresso? Meu palpite (é só um palpite, sem nenhum estudo prévio) é que alguém vai ser empurrado para fora do barco, em pouco tempo. Pelo menos, com mais concorrência, quem sabe os jornais não melhoram? Por enquanto, se melhorar o mercado de trabalho para jornalistas, já é um ganho.

20.8.06

Assim nascem as ditaduras

Um jornaleiro de Porto Alegre decide não vender mais as revistas Veja e Época, porque são "liberais". E confessa que tem como desejo ver os clientes da banca comprarem mais exemplares da Carta Capital, Caros Amigos e Reportagem.

Bela iniciativa, não? Tentar impedir que as pessoas leiam algo diferente do que você pensa. A ditadura militar fez a mesma coisa. Isso é tratar o público como idiota e não contribui em nada para a democracia. Quando achei que a Veja estava ruim demais, parei de comprar. É o suficiente. Quando encontro uma por aí, leio o que me interessa e separo o joio do trigo.

O leitor não é passivo, isso se pensava nos anos 1930, quando o nazismo usou estrategicamente os meios de comunicação de massa e os intelectuais de Frankfurt ficaram assustados. O leitor sempre filtra o que lê, de um modo ou de outro. Pode ler a Veja e concordar ou não com as idéias defendidas ali. Mas não querer que os outros leiam aquilo que você acha ruim só tem um nome: censura. Esse sujeito seria um bom censor.

15.8.06

Invasão de privacidade

Paternidade deixa a gente bastante tolo, eu sei, mas até que estou achando divertido esse negócio de acompanhar exame de ultra-som. A Cléia fez o segundo hoje. A criança está com pouco menos de 6 centímetros e começa a ficar parecida com gente - mas só um pouco. Com 12 semanas de gestação, os dedos das mãos e dos pés são bastante visíveis, por exemplo.

O exame é uma tremenda invasão de privacidade - flagramos o indivíduo chupando dedo! - mas muito importante para detecter possíveis más formações. A mamãe passou com nota 10. O médico já descartou qualquer doença genética grave. O sexo ainda não está visível - esses paparazzi de jaleco realmente não deixam ninguém em paz - e daqui a 15 dias outro exame dirá se é menino ou menina.

14.8.06

Nuevo papá


Tecnicamente ainda não sou pai, já que a cria só sai da barriga da mãe em março. Mesmo assim, já recebi o primeiro presente de Dia dos Pais. A gente vai tirando vantagem onde pode. Ganhei o primeiro disco da série Hecho en Cuba, com a turma do Buena Vista Social Club (a velha guarda da música cubana que fez sucesso no documentário de Win Wenders, produzido em 1998 pelo guitarrista americano Ry Cooder). Os velhinhos do Buena Vista estão todos ali: o pianista Ruben Gonzales (duas das melhores faixas), Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Eliades Ochoa e Omara Portuondo.

Destaque para Chan Chan, uma espécie de música-tema do documentário. Dá vontade de fazer o itinerário repetido no refrão, se um dia for a Cuba: "de Altocedro voy para Marcané, llego a Cueto, voy para Mayari". Com o noticiário atual, fazer elogios à música cubana pode parecer propaganda do regime de Fidel, mas não é. De certo ponto de vista, é mesmo o oposto. Os velhinhos eram (a metade já morreu) um tesouro musical abandonado pela Cuba de Fidel e redescoberto por um músico americano.

A capa do CD imita uma caixa de charutos cubanos. E para combinar, também ganhei um Quintero havano, para quando o bebê nascer. O PH vai ter que me explicar como se fuma isso.

5.8.06

Nem tudo está perdido

Prenderam o Legislativo e o Judiciário de Rondônia.

3.8.06

Reforma política

A raiz grega da palavra crise (krisis) significa "crescer". As grandes crises trazem muitos males, mas também criam condições para mudanças. O governo anunciou que encampa a proposta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de convocar uma nova constituinte específica para fazer a reforma política. A proposta seria apresentada à sociedade depois das eleições, independente do resultado, e coordenada pela OAB. É um primeiro passo, mas importante. Abre a possibilidade de que a reforma seja feita por uma instância independente do Congresso.

31.7.06

Corrupção

É bom que os eleitores não votem em políticos envolvidos em escândalos com dinheiro público, mas o debate sobre a corrupção no país deve ir além disso. A corrupção é estrutural no Brasil, faz parte de uma síndrome praticamente congênita do Estado. Claro, não é por ser estrutural que não possa ser combatida, mas nenhum presidente vai pode acabar com essa praga por iniciativa própria, mesmo que sinceramente o deseje. Sinto muito.

Uma maneira séria de combater a corrupção é aperfeiçoar as instituições capazes de atuar contra o problema. E isso não depende só do Executivo - embora ele deva colaborar - mas fundamentalmente do Judiciário e do Legislativo. É aí que está o nó. A França reduziu bastante a corrupção mudando a lei do orçamento. Fez a lição de casa que não aprendemos com o escândalo dos anões, em 1992. O caso dos sanguessugas nada mais é do que um repeteco da bandalheira da era Collor.

Só que é muito difícil que um Legislativo como este faça alguma mudança séria nas regras do orçamento, como acabar com as emendas individuais. O Congresso precisa ser limpo. Isso poderia ser feito por uma combinação de duas coisas: o voto e uma atuação mais firme e eficiente do Judiciário (incluindo o Ministério Público). Com um Judiciário lento e pouco independente dos outros poderes, fica difícil fazer algo funcionar. Sem punição, os maus políticos controlam o sistema eleitoral e o cidadão-eleitor fica sem muita alternativa.

Por isso cada vez mais acredito que a raiz de tudo está na educação. Um povo educado participa mais ativamente da democracia e tende a perceber com mais nitidez que dinheiro público não é do governo. É seu. Um povo educado, alfabetizado e criativo, é menos dependente do próprio Estado e mais capaz de pressioná-lo para que mude. Mas aí estamos falando de médio e longo prazo. Primeiro, é preciso que haja na sociedade um consenso grande o suficiente para que a educação seja considerada prioridade de Estado (mais do que de um governo). Aí poderíamos ter um sistema nacional de educação - não isso que temos hoje.

29.7.06

Repórter de Polícia

O colega Marco Zanfra acaba de lançar o blogue Repórter de Polícia. Com experiência na área, Zanfra publica comentários que ajudam a enriquecer o trabalho dos profissionais dessa área tão específica e pouco valorizada do jornalismo. Já entrou para a lista dos blogues amigos, aí do lado.

24.7.06

Confirmado. Ta lá

Cléia fez hoje o primeiro exame de ultrasson. A criança tem 2,15 cm, mas tá lá. Eu vi. Parece mais com um feijão do que com gente de verdade, mas já tem cabeça, uns toquinhos de braços e pernas e um coração funcionando a 170 batidas por minuto. Está tudo bem com mãe e filho.

23.7.06

De meninas e novos donos da casa

Antes de tudo um aviso. Corro o risco de virar um daqueles pais chatos que falam só dos filhos, mas como já disse, o blogue é meu e aqui eu escrevo o que eu quero.

Ainda não caiu direito a ficha. Não achávamos que aconteceria tão rápido, depois que abandonamos os métodos contraceptivos em abril. Mas já está ali, se formando, ainda pequeno demais para se parecer com um ser humano. Dois meses de gestação. Confesso que resisti à idéia de ter filhos, por não me sentir capaz de ser pai, em vários aspectos. Mas afinal, quem é? Se tanta gente tem sucesso em condições mais duras, por que eu não conseguiria? Espero aprender. Vou tentar fazer o melhor que puder.

Os possíveis nomes já foram escolhidos.
O de menina agradou todo mundo: Nina.
O de menino é mais polêmico: Xavier.

Nina parece ter origem na palavra italiana ninna, que quer dizer simplesmente menina. É um nome relativamente comum na Alemanha e combina com os sobrenomes Schmitz (da mãe) e da Costa (do pai). A inspiração veio no nome de uma amiga alemã, que mora em Bonn.

Xavier tem origem basca e significaria novo proprietário da casa. Nada mais apropriado, diga-se. A inspiração é antiga, veio de um sobrenome acrescentado voluntariamente por meu avô materno ao próprio nome (não sei a razão, talvez apenas porque achasse bonito). Muita gente estranha, porque no Brasil é mais usado como sobrenome. Mas Xavier se impôs sozinho.

20.7.06

Estamos grávidos!

Comunico que no início de março deve aportar ao mundo um pequeno herdeiro (ou herdeira) do patrimônio cultural (já que econômico tá difícil) deste que vos blogueia. Sra. Cléia Schmitz, aquela que divide comigo as alegrias, tristezas e despesas de casa, espera um rebento há mais de um mês, soubemos agora.

2.7.06

A Ilha em duas versões

Agora tenho dois textos publicados que tratam do mesmo assunto sob as perspecitivas distintas do jornalismo e da ficção. O AN Capital de hoje traz uma pequena reportagem, resultado de entrevista com dois especialistas em mudanças climáticas, sobre os reais efeitos que o aquecimento global pode ter sobre uma cidade como Florianópolis. A versão ficcional está em A Ilha.

1.7.06

O Globo

Nos próximos dias, começo a publicar reportagens em mais um jornal. Fechei um trabalho de freelancer fixo como correspondente de O Globo em Florianópolis.

30.6.06

Capa do JB de hoje

29.6.06

Urubici


Estive no último fim de semana em Urubici, na serra catarinense, visitando algumas das mais belas paisagens por aqui. A foto acima é do Morro da Igreja, o segundo ponto mais alto do Sul do Brasil, com 1.822 metros acima no nível do mar (o primeiro é o Morro da Boa Vista, ali do lado, sem acesso ao topo). Ali ficam duas torres da Aeronáutica com radares que controlam todo o tráfego aéreo da região Sul. Urubici tem outros bons lugares para visitar, como o Morro da Cruz e a impressionante Serra do Corvo Branco, uma estrada sinuosa impressionantemente escarpada na montanha. Mais ao sul, entre os municípios de Bom Jardim da Serra e Lauro Müller, voltamos para casa pela Serra do Rio do Rastro, um dos principais pontos turísticos do Estado. É uma versão mais civilizada do caminho quase selvagem da Serra do Corvo Branco.

22.6.06

O nome do jornal

Parece mesmo que a RBS não vai brincar em serviço. De acordo com nota publicada no Comunique-se, o marketing do novo jornal do grupo em Florianópolis vai chegar forte às ruas antes do primeiro exemplar. Os veículos da rede devem fazer uma promoção para escolher o nome do diário popular, que entraria em circulação no segundo semestre. Comenta-se que o Notícias do Dia, outro jornal popular lançado há três meses pelo SBT, estaria roubando leitores do Diário Catarinense (o mais lido de Santa Catarina, também da RBS), o que teria apressado os planos do grupo em colocar na rua um concorrente direto.

21.6.06

O Popular da RBS

A reação da RBS não levou três meses. Em março, a Rede SC, retransmissora do SBT em Santa Catarina, lançou um jornal popular em Florianópolis, o Notícias do Dia. Foi um relativo sucesso. O jornal é vendido a apenas R$ 0,50 o exemplar, só nas ruas (não há assinaturas) e segue uma linha bem popularesca (futebol, polícia, fofoca, apelo sexual, serviço), além de atuar em sinergia com duas rádios e uma TV da mesma rede (até então só a RBS fazia isso).

Agora a RBS vai lançar seu próprio jornal popular. Líder de audiência (em TV e rádios) e de leitura (com dois jornais), além de ser a afiliada da Globo em Santa Catarina, o poderoso grupo gaúcho está preocupado como o minúsculo Notícias do Dia. Mas isso é típico da cultura da empresa, que presta muita atenção a qualquer concorrente debaixo de sua asa. Resta saber se a Rede SC vai comprar a briga ou tirar o time de campo.

20.6.06

Universidade

Grupos de professores e alunos das áreas de ciências humanas em universidades estatais (como a UFSC, onde eu estudo História, depois de me formar em Jornalismo), vivem bradando contra o risco de "privatização". Apontam acusatoriamente para os departamentos das áreas tecnológicas, por receberem dinheiro de empresas privadas para pesquisas. Acho que essas críticas partem de um conceito equivocado sobre o que seja público e privado. Não interessa de onde vem o dinheiro, mas sim para onde ele vai. Se um departamento é totalmente financiado por recursos do Estado, mas não beneficia a sociedade com seu trabalho, ele não é uma instituição pública. Foi privatizado por uma corporação de funcionários, que recebe salários do Estado para realizar tarefas inúteis. Uma universidade pública não fica fechada em si mesma. Isto é um exemplo. Se pelo menos os cursos de ciências humanas se preocupassem com as escolas para as quais formam professores...

19.6.06

De volta para a África

Adeptos politicamente corretos de teorias conspiratórias têm com o que se ocupar nessa Copa do Mundo. Duas seleções negras africanas foram flagrantemente roubadas pelos juízes em favor de times de brancos europeus. A primeira foi a Costa do Marfim, na derrota por 2 a 1 pela Holanda. Os dois pênaltis não marcados a favor dos africanos poderiam ter invertido o placar e deixado a Costa do Marfim (eliminada) com chances razoáveis de passar às oitavas. Hoje, a história quase se repetiu com Togo, no jogo contra a Suiça. Outros dois pênaltis não marcados pelo árbitro paraguaio. Será que alguém vai chiar, ou esse pessoal não assiste futebol?

18.6.06

Brasil (não é sobre a Copa)

É difícil hoje em dia encontrar um político pronto a dizer algo que valha a pena ser ouvido. Mas sempre existem as exceções. Não é perda de tempo reservar meia hora para ouvir isto.

14.6.06

Avaí na Copa

A última das cinco seleções com técnicos brasileiros estreou hoje na Copa do Mundo: a Arábia Saudita (que aliás, tem 11 brasileiros na comissão técnica). O treinador é Marcos Paquetá, que comandou o Avaí em 2004. Isso quer dizer o seguinte: absolutamente nada.

Isso sim é estréia

Esqueçam o que eu disse antes sobre o futebol europeu. A Espanha acaba de salvar a honra do velho continente.

13.6.06

Copa do Mundo

Nem vou falar do 1 a 0 do Brasil sobre a Croácia hoje. Nem mesmo para dizer que acertei o placar (achei que o gol seria da Croácia, mas isso não vem ao caso). Agora, por conta da tal tabela que vou preenchendo aqui em casa a cada jogo, tenho acompanhado a maioria dos jogos e me arrisco até a algumas opiniões. Por exemplo: já não seria tempo de reduzir a proporção de seleções européias na Copa do Mundo? É de se pensar nisso quando assistir Coréia do Sul x Togo (já ouviu falar de Togo, um risquinho na costa ocidental da África?) é um espetáculo mais interesante que França x Suíça. A Europa tem em seus campos o melhor futebol do mundo, mas os melhores jogadores não são os europeus. Ter 14 equipes européias entre as 32 seleções começa a parecer demais.

12.6.06

Copa em quadrículas

Estou começando a ficar preocupado com uma coisa. Desconfio que sofro de um transtorno obsessivo-compusivo (TOC) - colocar sigla em doença já é, em si, uma doença - que me compele a preencher formulários. Sou do tipo que faz a própria declaração de imposto de renda - e da esposa - todo ano. Participo sempre daquelas promoções que você recebe pelo correio, tem que preencher uma porção de quadrículas com letras de fôrma e procurar uma caixa de correio para enfiar o envelope com porte pago. Quando criança, tinha um caderninho em que anotava a pontuação dos pilotos de Fórmula 1 prova a prova, somava o desempenho e ainda fazia cálculos de probabilidades. Agora a Cléia me fez o favor de colocar na parede uma tabela da Copa. Assim que termina cada jogo sou compelido a anotar o resultado e os pontos da partida. E eu, que nem sou muito de acompanhar futebol, saí hoje com um radinho para saber o resultado de República Tcheca x Estados Unidos. E ainda levei uma outra tabelinha, de bolso, para anotar na hora que o radinho informasse o resultado. Será que é sério?

11.6.06

Educação e Energia

De acordo com o colunista Kennedy Alencar, da Folha, esses seriam os dois principais motes de um eventual segundo governo Lula. É uma boa notícia.

10.6.06

De volta

O Casa Proença, do amigo Giancarlo, volta à lista de blogues amigos aí do lado. O autor venceu a preguiça e voltou a escrever. Recomendado aos leitores do Bobagera.

6.6.06

Graduação

A educação brasileira é deficiente, em parte, porque os professores têm formação deficiente. E isso acontece, também em parte, porque muitos professores universitários de universidades públicas - responsáveis pela formação da massa dos profissionais do ensino fundamental e médio - não dão importância aos cursos de graduação. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encerrou ontem seu Censo Bibliográfico da Graduação. Trata-se de uma pesquisa entre os professores dos cursos de graduação da UFSC para que indiquem os livros a serem comprados para os acervos da instituição. Pois apenas 20% dos professores responderam. E quem usa as bibliotecas da UFSC sabe que a razão disso não é a abundância de livros. É puro descaso com a graduação. A maioria dos professores prefere dedicar-se à pesquisa, disputando assim algumas verbinhas federais extras. Isso resulta num grande volume de papers, mas não necessariamente em retorno à sociedade.

1.6.06

A Ilha

Entre março e maio deste ano publiquei, inicialmente no +D1, depois aqui, a série de ficção A Ilha, em 24 minicapítulos, especialmente para um blogue. Minha amiga Ana Paula Luckman, em comentário a um dos primeiros posts da série, sugeriu que eu publicasse os textos em papel. Acabei de fazer quase isso. Seguindo uma dica de outro amigo, o jornalista Alexandre Gonçalves, coloquei um linque aí do lado, na lista de Dicas, que abre um arquivo em formato pdf com o texto integral de A Ilha. Agora é possível baixar o texto inteiro no computador ou imprimir. Reproduções são permitidas, desde que citado o autor.

31.5.06

Bonde

Depois de três anos de uma briga entre a cidade de Florianópolis e o sistema de transporte coletivo, o governo decidiu pensar a sério - aparentemente - numa alternativa. O transporte público da capital catarinense depende hoje totalmente dos ônibus (com exceção de uma pequena comunidade da Costa da Lagoa, onde há um serviço público de barcos). Nos anos 1990, A prefeitura tentou implantar um sistema complementar de transporte marítimo - afinal a maior parte da cidade está instalada numa ilha. Mas o tal sistema não se viabilizou e, mesmo que tivesse sucesso, não resolveria os problemas de ineficiência do transporte municipal. De acordo com matéria publicada hoje no AN Capital, estudos para implantação de uma rede de veículos leves sobre trilhos (VLT, vulgo bonde), deve estar pronta até o fim do ano. Comum em cidades européias de porte médio, o bonde entraria em funcionamento, numa previsão otimista, em 2010.

29.5.06

Servidores...

Depois funcionário público não quer ter má fama. Chego depois do almoço à Biblioteca Pública do Estado, onde pretendia fazer uma pesquisa em jornais antigos para o meu trabalho de conclusão de curso, e dou com a cara na porta. Um cartaz avisa (pelo menos isso): "a Biblioteca Pública estará fechada a partir das 13 horas para reunião de seus servidores, voltando a abrir quando a reunião terminar". Tudo bem, o pobre do usuário que espere, afinal os servidores não estão aí para servir, mesmo, não é? Já tiveram a idéia de fazer reuniões em dois turnos, ou então fora do horário de expediente externo?

24.5.06

O dinheiro das cidades

Matéria do colega Lúcio Lambranho, capa do Jornal do Brasil de hoje, mostra que dois terços das verbas repassadas pelo governo federal aos municípios (cerca de R$ 66 bilhões por ano) acabam desviados. Comentei o assunto também no +D1.

28.4.06

Acidentes de trabalho

Certas profissões são mais perigosas do que parecem e o imponderável (podem chamar de sorte ou azar) pode ser a diferença entre a vida e a morte. Um catador de papel morreu numa rua de São José, na Grande Florianópolis, de uma forma absurda. Foi levemente ferido num atropelamento e socorrido pelo motorista envolvido no acidente. Estava na calçada aguardando atendimento dos bombeiros quando outro carro bateu no veículo estacionado e o arremessou contra o pobre coitado. Atropelado duas vezes, não resistiu.

Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.

23.4.06

Blogue é imprensa?

A Apple está processando três blogueiros por divulgarem informações estratégicas da companhia. Os responsáveis pelos blogues apelaram para a legislação de imprensa, alegando o direito de não revelar as fontes. A Apple afirma que o argumento não vale, porque blogue não é imprensa. E agora? A notícia é do Estadão.

8.4.06

Assaltaram o jornal O Estado!

Soube que ontem à tarde, dia de pagamento, ladrões invadiram a redação do moribundo jornal O Estado, em Florianópolis, e assaltaram as pessoas que estavam lá trabalhando. Sinto pelos amigos que trabalham lá, mas não dá para deixar de fazer piada com a coisa. Como disse o meu amigo Jacaré, ao saber da notícia: "mas que ladrão desavisado!". A turma não tá perdoando ninguém, nem os jornalistas de O Estado, que recebem salário com atraso de três meses, em parcelas e vales. Periga o ladrão ter ficado com pena e distribuído umas esmolinhas por lá. Antes tivessem ido direto à sala do dono do jornal, José Matusalém Comelli. Poderiam até não levar grande coisa, mas teriam cem anos de perdão.

5.4.06

O Estado

O blogue de César Valente, que reproduz a coluna do jornalista no Diário do Litoral, traz mais detalhes sobre o caso do jornal O Estado, agora sob nova direção. Especula o colunista que o "sócio oculto" de Adriano Kalil (que oficialmente comprou 40% de O Estado) seria o secretário estadual de Comunicação, Derly Massaud de Anunciação. O secretário nega. Mas há outros boatos, não mencionados por Valente. O tal "sócio oculto" seria um empresário português que estaria comprando vários pequenos jornais no país, alguns deles em Santa Catarina.

2.4.06

Homem ao mar

Banho de mar é mais divertido longe da praia. Como esse aí, no meio da Baía Norte, em Florianópolis (a água nesse ponto da baía é limpa, é bom avisar). Amigão Giancarlo me convidou para velejar, levando ainda na tripulação Lauro Maeda. Só faltou um detalhe: o vento. O veleirinho foi tocado por um motor de 3,3 HP a maior parte do tempo. Mas valeu muito. Velejar é um dos programas mais legais que já pude experimentar.

30.3.06

Notícias do Dia

Um amigo conversou com o jornaleiro de uma banca da esquina e teve a mesma impressão que relatei aqui na semana passada, quando começou a circular em Florianópolis um novo jornal popular, o Notícias do Dia. Contou o tal jornaleiro que, com a entrada do novo jornal, quem passou a vender menos foi o líder de mercado Diário Catarinense, exceto nos dias em que traz os classificados. Que aconteceria se o Notícias do Dia (vendido a R$ 0,50 o exemplar, contra R$ 1,50 do DC) começasse a fazer sucesso com seus próprios classificados?

28.3.06

O Estado

O blogue do jornalista Carlos Damião informou hoje o que pode ser o retorno do moribundo O Estado. O jornal mais antigo de Santa Catarina ainda em circulação (foi fundado em 1915) foi também o principal jornal do Estado até os anos 1980. Mas a concorrência do Diário Catarinense (criado em 1986 pelo grupo RBS) e uma má gestão acabaram transformando o "mais antigo" numa sombra do que foi. Apesar de manter o nome, o jornal deixou de circular em todo o Estado, trocou o formato grande (standart) para tablóide e tem hoje a circulação restrita a um punhado de assinantes teimosos na região de Florianópolis. Afundada em dívidas impagáveis, a empresa não encontrou comprador e a publicação caminhava para a extinção. Agora há um fato novo. Um empresário, ex-funcionário de O Estado, comprou 40% do jornal. A publicação será substituída por uma nova: "O Estado de Santa Catarina". O "estadinho" atual continuaria a circular, com periodicidade menor.

27.3.06

Substituição

E o time de blogues amigos do Bobagera tem uma alteração. Entra Questão de Momento, da nossa colega de +D1 Kátia Negreiros - Katita para os íntimos. Já faz parte da seleção aí do lado. Vai para o banco o Casa Proença, do amigão Giancarlo Proença, que decidiu tirar o blogue de circulação por uns tempos.

E há mais novidades. O clube Bobagera acaba de fechar uma nova contratação. O elenco de blogues amigos tem agora também Gucabral, do jornalista Gustavo Cabral, um cara viciado em fotografia.

24.3.06

Desinauguração

O secretário estadual de Educação de Santa Catarina, Diomário de Queiroz, passou por um grande constrangimento na segunda-feira, ao ser obrigado a "desinaugurar" uma escola em Paulo Lopes, cidade a uma hora de Florianópolis. A história está na edição de hoje do AN Capital. Veja também a história do guarda municipal de São José, punido por multar o filho do prefeito.

23.3.06

A Ilha

Acompanhe a partir de hoje, no +D1, a série "A Ilha", pequena aventura deste blogueiro irresponsável pela ficçcão. A série foi escrita especialmente para um blogue, em minicapítulos do tamanho de um post. Eles serão publicados a cada três dias. Comente, por favor.

22.3.06

Verão de W a Z

Encerrou-se hoje a primeira temporada do +D1, blogue coletivo do qual faço parte e que estréia nesta quinta-feira um novo tema: cidade. O idealizador do +D1, Alexandre Gonçalves, encerrou a Edição Verão com uma espécie de índice remissivo, com palavras que remetem a algumas das 192 notas publicadas no blogue durante essa primeira temporada.

Uma outra idéia, não colocada em prática, era associar cada letra do alfabeto a uma frase relacionada ao verão, fazendo assim um outro tipo de lista. Como sou besta, escolhi as mais difíceis: K, W, X, Y e Z. Como o Bobagera é meu e aqui eu escrevo o que eu quiser, aí vão os cinco verbetes não publicados no +D1. Não quero desperdiçar esse extremo esforço intelectual.

Kombis, motor-homes e outras esquisitices sobre rodas deslocaram-se em massa do interior para o litoral, despejando gente em estreitas faixas de areia salgadas pelo mar.

Watts e mais watts foram consumidos com ar-condicionado gelado, chuveiradas intermináveis, freezers, ventiladores e todo tipo de quinquilharias elétricas.

Xampus foram consumidos às toneladas em tentativas vãs de tirar o sal marinho dos cabelos.

Yes, tivemos people de todo hogar enjoying una playa right here, en la isla.

Zarparam há pouco milhares de pessoas, moradores de uma semana. Alguns voltarão.

19.3.06

Boas notícias do interior

Voltei ontem de uma curta viagem de estudos com minha turma de graduação em História da UFSC. Visitamos museus e arquivos históricos em Itajaí e Blumenau. Fez um calor do cão, ficamos num albergue fuleiro sem ar condicionado e com muitos mosquitos e o fato de eu ter quase o dobro da média de idade da turma não me fez sentir exatamente mais jovem. Mas apesar do cansaço, o passeio foi animador. Conheci gente que se empenha em projetos voltados para o conhecimento e a educação, num país que parece não dar muita bola para essas coisas. E com resultados interessantes, ainda que limitados e a despeito das dificuldades.

Comoveu-me o esforço do pessoal do arquivo histórico de Blumenau. O acervo foi totalmente destruído por um incêndio em 1958. Desde então, houve um intenso esforço junto a famílias, escolas e instituições da cidade para remontar tudo. Todo o projeto é pensado para facilitar o acesso dos pesquisadores aos documentos, com um intenso esforço de catalogação, digitalização, organização por temas e até um serviço rudimentar de consulta via internet. E o mérito parece ser da própria equipe do arquivo, apaixonada pelo que faz.

No interior de Itajaí, um grupo de pesquisadores, com apoio da prefeitura, está engajado na recuperação de uma antiga estação ferroviária, que será transformada num museu etno-arqueológico e num laboratório de pesquisa voltado para um trabalho com as escolas da rede municipal, envolvendo ainda a comunidade do entorno, no distrito de Itaipava. A Justiça local atrapalhou o projeto, atrasando em mais de um ano a obra de restauro, por conta de uma liminar obtida por uma empresa desqualificada na licitação. Mas eles não desanimam.

15.3.06

O mais novo e o mais antigo

Conversei outra vez com meu amigo jornaleiro. Na opinião dele, quem perde com a entrada em Florianópolis do jornal Notícias do Dia é mesmo o vetusto e moribundo O Estado, hoje em dia mais conhecido como Estadinho. Outrora o mais importante jornal catarinense, o diário que começou a circular em 1915 entrou num processo de decadência irreversível nos anos 1990, em parte provocado pela concorrência do Diário Catarinense (lançado pela RBS em 1986). Mas é da administração temerária de José Matusalém Comelli, atual dono do jornal, a maior parte da culpa. O Estado tem tudo para não chegar aos 100 anos.

14.3.06

Novo jornal

A amostra é ridiculamente pequena, mas conversando com o jornaleiro de uma das bancas de revista do centro de Florianópolis, tive algumas surpresas. O novo jornal que estreou ontem na cidade parece ter conquistado boa aceitação. O Notícias do Dia é um diário popular (sangue, futebol e mulher pelada, embora sem a linguagem chula de outro jornal catarinense, o Diário do Litoral), vendido a R$ 0,50, da mesma empresa que controla a afiliada local do SBT. O jornaleiro vendeu até o meio-dia todos os 25 exemplares de que dispunha, a mesma quantidade que costuma sair por dia do Diário Catarinense, jornal mais lido na cidade e no Estado, do grupo RBS (afiliado à Globo). O curioso é que ontem, na mesma banca, o DC encalhou. Será que o pessoal da RBS tem razão em ficar preocupado?

13.3.06

Vivo

Devido a um surto de preguiça provocado por recentes férias - além de um problema posterior que pode ser definido tecnicamente como "pau geral no computador" - este blogue esteve temporariamente fora da rede, mas não morreu (isso é para dar uma satisfação ao PH). Em virtude destas e outras desculpas esfarrapadas, no entanto, o Bobagera vai voltando devagar. Enquanto isso, leiam o +D1, outro lugar por onde não passava há algum tempo. Tem coisa nova lá.

2.2.06

Banho de mar

Há uns 150 anos, ninguém ia à praia em Florianópolis. Leia no +D1. A história completa está aqui.

25.1.06

Desplugado

Os temporais ocorridos em Santa Catarina neste início de semana me tiraram da rede. Fiquei segunda e terça-feira sem conexão com a internet aqui em casa, só reestabecida hoje. Novas tecnologias de conexão via rádio estão levando a banda larga a mais gente, mas o preço disso é que os equipamentos parecem mais vulneráveis a esse tipo de imprevisto.

18.1.06

Vai pedir o sigilo da mãe!

Finalmente a CPI dos Correios mandou prender o pilantra do Marcus Valerius. Mas não se trata do publicitário careca do mensalão. Igualmente cabeça-de-ovo, quem recebeu voz de prisão foi o advogado amazonense Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo, por desacato. Suspeito que o sujeito já estava cansado de gozação. Não bastassem as semelhanças com o publicitário picareta, o nome do cidadão dá piada que não acaba mais. O motivo da prisão foi uma resposta ao deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), que propôs a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal do advogado, da esposa e da irmã: "pede da mãe, então". Chutou o balde e se deu mal.

17.1.06

Rock na praia

Depois do fiasco no primeiro dia de vendas de ingressos para os shows do U2, a Ruin Music, produtora d'Os The Ruins Brothers, encerrou as conversas com a Accioly Entretenimento. A empresa de Alexandre Accioly é uma das responsáveis pela vinda dos irlandeses ao Brasil para duas apresentações em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro, e estava interessada em promover também a volta d'Os The Ruins, mas a banda não quer saber de amadorismo. E nem do jogador Ronaldo, que pelo visto dá azar. O mais provável é que Os The Ruins Brothers sigam o modelo do show dos Rolling Stones no Rio de Janeiro, marcado para o dia 18 de fevereiro, de graça, na praia de Copacabana. O local e a data não estão definidos. A idéia teria partido de uma conversa entre o vocalista Carlito Ruin e Gisele Bündchen, durante as férias da modelo com a família em Governador Celso Ramos, no litoral catarinense.

15.1.06

Ônibus para a Costa

Uma linha de ônibus onde não há rua. Leia no +D1.

13.1.06

Por falar em Educação

Trecho de reportagem escrita pelo amigo jornalista Paulo Henrique de Sousa, publicada no jornal Valor Econômico e no blogue ph ácido, sobre a Teoria dos Jogos:

Robert Aumann (Prêmio Nobel de Economia em 2005, dividido com Thomas Schelling) esteve por aqui em 2002, participando de um seminário patrocinado pela Game Theory Society, da qual era presidente. A professora Ana Maria Bianchi, da FEA-USP, lembra da palestra e de seu estilo altamente didático. Dispensou os recursos audiovisuais disponíveis e pediu um singelo quadro negro. “Tiveram que sair procurando porque era a única coisa que não havia lá”, conta Bianchi.

Enquanto isso, o pessoal da área de Educação das nossas universidades canoniza Paulo Freire e diz que aula expositiva não serve. E são eles que formam os novos professores.

12.1.06

Educação e Ciência

Duas notícias boas foram publicadas hoje no Estadão, nesse país em que nada parece funcionar direito. O governo de São Paulo deu um passo importante para melhorar a educação básica, único caminho possível - estou convencido - para uma sociedade melhor. Cerca 500 escolas (10% da rede pública estadual paulista) passarão a funcionar em tempo integral, das 7 às 16 horas. É uma medida mais importante do que parece à primeira vista, porque tira crianças da rua e tende a oferecer um ensino mais completo, se o projeto for bem executado. Projeto-piloto semelhante anunciado em Santa Catarina ficou pouco além do papel.

Outra novidade vai facilitar a vida de professores e estudantes universitários (pelo menos os que tenham acesso à internet). O Google acaba de lançar a versão brasileira do Scholar, mecanismo de busca na rede especializado em artigos acadêmicos, que passa a disponibilizar também o conteúdo de grandes centros de pesquisa no país, popularizando a ciência. O Google Acadêmico, como é chamado no Brasil, foi criado em 2004 em inglês e já havia recebido versões em chinês, sueco, norueguês, finlandês e dinamarquês.

11.1.06

Não é agora

Em nota oficial, Os The Ruins Brothers desmentiram a informação de que fariam um show em Florianópolis neste sábado. Mas os produtores da famosa banda não confirmam nem negam que uma apresentação estaria sendo providenciada para uma data próxima, possivelmente na segunda quinzena de fevereiro, incluída no circuito de grandes shows que trará ao Brasil os Rolling Stones e o U2. De acordo com informações extra-oficiais, o anúncio prematuro da apresentação d'Os The Ruins seria apenas uma estratégia de marketing para promover o retorno da banda.

+D1

Hoje escrevi também no blogue coletivo +D1. Leia a nota Imprecisão. E as outras também.

10.1.06

A volta dos grandes shows

O ano de 2006 começa com uma temporada de grandes shows no Brasil. O empresário Luiz Oscar Niemeyer, que traz ao país em fevereiro as bandas U2 (duas apresentações em São Paulo) e Rolling Stones (um show no Rio de Janeiro) tem manifestado a assessores diretos e amigos preocupação com a concorrência, depois que a informação sobre mais um megashow, desta vez em Florianópolis, vazou entre alguns jornalistas. Os The Ruins Brothers voltam ao palco neste sábado, propositalmente sem muito alarde.

O show, só para convidados rigorosamente selecionados, vai ser realizado no balneário de Jurerê, no sábado. Os organizadores ainda não divulgaram o endereço, para evitar tumultos e engarrafamentos no trânsito - já problemático durante a temporada de verão, em direção ao Norte da Ilha. Carlito Ruin (vocalista), Gian Ruin (baixista), Jefe Ruin (baterista) e os guitarristas Rafa Ruin (na foto rara de 2003, escondido atrás do vocalista) e Arlen Ruin (no centro) evitam falar do assunto.

Os The Ruins Brothers apresentaram-se ao vivo pela última vez em fevereiro de 2005, em Governador Celso Ramos, cidade praiana a 50 quilômetros de Florianópolis, famosa por ter recebido há poucos dias a modelo Gisele Bündchen. Especula-se que a própria Gisele ainda está em Jurerê (onde passou o réveillon) e que estaria na lista de convidados.

6.1.06

Agora é vergonha nacional

O mico sempre pode ser maior. Circulou pela internet no finzinho de 2005 um e-mail enviado por formandos da Universidade Estácio de Sá em Santa Catarina, destinado a um professor da mesma universidade, em São José, arredores de Florianópolis. Na maior cara-de-pau, os alunos desconvidavam o professor que fora escolhido para patrono da turma. O motivo? O professor havia doado R$ 1 mil para ajudar nas despesas com a formatura, quantia que os alunos acharam pouco. Informaram que procurariam outro patrono, que pudesse pagar mais. A resposta do professor, obviamente indignada, também circulou dias depois. Ambos os e-mails chegaram ao jornalista Ricardo Kotscho, que os reproduziu hoje em sua coluna no saite nominimo. Bonito, não?

4.1.06

O padre no Carnaval

Uma das quatro escolas de samba de Florianópolis, a Protegidos da Princesa, escolheu como tema do samba-enredo de 2006 o aniversário de cem anos do Colégio Catarinense (na verdade comemorado em 2005). Escola privada regida por padres jesuítas, o colégio é um dos mais tradicionais da cidade, embora não seja o mais antigo. Foi criado com apoio do Estado para formar a elite local (grande parte dos governadores de Santa Catarina nas últimas décadas, inclusive o atual, passaram por ali) e sempre foi conhecido pela disciplina rígida dos padres da Companhia de Jesus.

Não sei se a escola levou dinheiro do colégio (esse tipo de patrocínio virou moda nos últimos anos), mas suspeito que não os padres inacianos nunca foram de jogar dinheiro fora. Só fico imaginando os sisudos jesuítas homenageados na passarela, saracoteando como destaques de carros alegóricos, cantando algo do tipo:

Deeeesde os tempos mais primóordios
Ooo jesuíta tá aíiiii
Eeeensinando a garotada
as conta de matemática
a geografia do Brasil

Foi lá
No Colégio Catarinense
Que o povo desterrense

Viu a educação surgir
(E hoje?)

E hoje
A moçada aprende ali
Direitinho
A história do país
(Ô skindô!)

30.12.05

Notícias de fim de ano

Americano de 16 anos foge de casa e vai parar em Bagdá (Estadão)
Mas antes ele esteve até pra lá de Bagdá, no Kuwait e no Líbano.

Ladrão ´Papai Noel´ entala em chaminé (Estadão)
Há sempre alguém desafiando o limite do ridículo.

Morto volta à vida em necrotério em Portugal (Terra)
Não vou nem comentar, pra não me chamarem de preconceituoso.

Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico (Folha)
Xiii.

29.12.05

ph ácido

O ano vai fechando com mais um linque promissor na lista de blogues amigos do Bobagera. É o ph ácido, do amigo e grande jornalista Paulo Henrique de Sousa, que acaba de render-se ao universo blogueiro. Chegou meio sem jeito, mas o rapaz ainda vai dar bom.

27.12.05

Boa notícia

Deu certo um sistema alternativo ao das cotas no vestibular, experimentado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das melhores do país. No lugar das cotas de vagas, os candidatos pobres recebem bônus em pontos na segunda fase do vestibular. O objetivo é favorecer os alunos talentosos que só tiveram acesso a escolas ruins. Eles continuam tendo que se esforçar para passar, mas recebem um empurrãozinho para compensar o ensino médio deficiente. A Unicamp acompanhou o desempenho dos aprovados por esse sistema (um terço do total) no primeiro semestre de universidade. O resultado surpreendeu. Em média, os alunos pobres tiveram desempenho 5% superior aos outros dois terços de alunos, provando que a maioria só precisava mesmo de um empurrãozinho. Deu no Estadão.

25.12.05

Jesus

Bela reportagem de Pedro Doria publicada hoje, Natal, no saite no mínimo, traça um bom roteiro para entender o significado e as incertezas que cercam dois personagens que atendem pelo título de Cristo: o Jesus bíblico e o histórico. Do último, o que se sabe não completa uma frase. Mesmo assim, sem esse homem que ninguém pode provar que existiu, todo o mundo ocidental - o que nos dias de hoje significa dizer todo o globo - não seria o mesmo.

23.12.05

Gisele, acho que é ela

Correria na imprensa de Santa Catarina para registrar a presença da modelo Gisele Bündchen, que veio veranear na cidade de Governador Celso Ramos, a 50 quilômetros de Florianópolis, na casa de praia do tenista Gustavo Kuerten. Acho uma bobagem, mas a lei da oferta e procura obriga jornalistas e caçarem imagens da moça. O público quer, a imprensa tenta oferecer. Mas o telejornal de início da noite da RBS TV, afiliada à Globo e emissora com maior audiência por aqui, exagerou um pouco. Alguém gravou imagens em vídeo da modelo de um barco, enquanto a moça passeava na praia privativa do condomínio fechado onde está hospedada. O vídeo tem poucos segundos e foi gravado de longe, num barco sacudido pelas ondas. Não dá para reconhecer a moça. Não seria surpreendente se o autor da fita enrolou a emissora e vendeu a imagem de outra pessoa. Depois, uma equipe da própria TV aventurou-se no mar e flagrou a modelo.

22.12.05

Salários extras

O blogue do saite no mínimo publicou hoje a lista dos deputados federais que abriram mão de receber dois salários extras pela convocação extraordinária da Câmara. Até agora, apenas 17 dos 513 deputados dispensaram os R$ 25,6 mil. Entre os nobres representantes de Santa Catarina, apenas Mauro Passos (PT) apresentou requerimento nesse sentido. A lista tem deputados do PT (oito), PTB (cinco), PSOL (dois), PL (um) e PV (um). Os outros 496 deputados federais vão receber a primeira parcela no dia 30.

21.12.05

Esporte não é saúde

Textos que contrariam o senso comum são sempre bons de ler. O AN Capital, suplemento do jornal A Notícia para a Grande Florianópolis, traz na edição de hoje matéria assinada pelo colega Jefe Cioatto resenhando o livro "Esporte Mata!", de José Róiz. O médico mineiro, morto "em agosto de 2003, aos 81 anos, mas com aparência de 60", teve a obra lançada no ano passado pela editora Casa Amarela, a mesma que edita a revista Caros Amigos.

Róiz não defende o sedentarismo, mas diz que atletas têm menos saúde do que pessoas comuns. Para o médico, atividade física estressa e provoca envelhecimento. Sem rodeios, critica a obra de Kenneth Cooper (o médico que lançou o método Cooper nos anos 70 e fez milhares de pessoas correrem diariamente e morrerem de infarto na rua). Para Róiz, Cooper ganhou muito dinheiro explorando a ignorância dos leitores.

20.12.05

Picaretagem coreana

O pesquisador coreano Woo-Suk Hwang, do Hospital Mizmedi, em Seul, aprontou mais uma. O médico ficou famoso por supostamente ter clonado com sucesso embriões humanos, pela primeira vez. A pesquisa foi publicada na prestigiosa resvista científica Science. Mas agora um dos pesquisadores da equipe, Sung-il Roh, co-autor do artigo científico mais impactante do ano, admitiu que trata-se de uma fraude. O próprio Roh já havia admitido desvios éticos na pesquisa, quando revelou, no mês passado, que haviam sido usado embriões comprados. A história está na Folha Online.

19.12.05

Wikipedia

Uma boa notícia para quem procura informação na internet. Encontrar algo na rede nem é tanto o problema - uma busca no Google produz resultados aos montes - mas em geral é difícil identificar fontes seguras. A novidade é que uma pesquisa promovida pela revista científica inglesa Nature concluiu que a Wikipedia (projeto aberto de enciclopédia na internet, em que qualquer um pode acrescentar, suprimir ou editar verbetes) é tão confiável quanto a tradicional Enciclopédia Britânica. Está na Agência Estado.

17.12.05

Tiro no pé

Mal entendido em televisão faz estrago grande. Olha só o que aprontou uma repórter da Rede SC, a retransmissora local do SBT. Na quinta-feira à noite, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o orçamento do município para 2006 numa sessão tumultuada. O pessoal do Movimento Passe Livre (que advoga o direito a todos os estudantes da cidade de tomarem ônibus de graça) invadiu o plenário em protesto. O presidente da Câmara, Marcílio Ávila (PSDB), recusou-se a interromper a sessão. Em meio ao barulho provocado pelos estudantes, a vereadora oposicionista Angela Albino (PC do B), chegou a votar contra as próprias emendas, um engano corrigido depois. Ávila comentou com a repórter que Angela havia "dado um tiro no próprio pé". A moça não ouviu bem e a matéria foi ao ar no telejornal do dia seguinte informando que, durante o tumulto, a vereadora havia sido ferida com um tiro no pé.

16.12.05

Você é terrorista?

Depois não querem que o Google faça piada com a ocupação americana no Iraque. As forças de segurança iraquiano-americanas prenderam ainda no ano passado o homem mais procurado do país, Abu Musab al-Zarqawi, considerado o número dois da rede terrorista Al Qaeda (depois de Osama bin Laden). Há uma recompensa de US$ 25 milhões para quem pegar o sujeito. Mas ninguém levou o dinheiro. Simplesmente porque al-Zarqawi foi solto em seguida. Os soldadinhos que o prenderam não sabiam quem ele era. A história foi confirmada ontem pelo ministro do interior do Iraque, Hussain Kamal, e divulgada pela CNN. Agora sei porque até hoje a inteligência americana não pegou bin Laden. O homem deve ter tirado a barba.

15.12.05

Mais um

Fiz minha estréia hoje no +D1, blogue coletivo de um bando de jornalistas aqui de Florianópolis. Agora também sou +1. Não é D+? Já havia escrito uma nota sobre a iniciativa, quando o +D1 começou a ser publicado, e o linque está aí do lado, na lista de blogues amigos.

Google W. Bush

Mais uma gracinha do Google. Experimente digitar no famoso buscador a palavra failure (vamos traduzir como "fiasco"). Selecione a opção "pesquisar na Web" e clique no botão "estou com sorte" (que remete direto ao saite que mais provavelmente responde à busca). O resultado da pesquisa é uma página da Casa Branca que contem a biografia do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Não é a primeira vez o Google usa o próprio buscador para fazer piada com o governo Bush Jr. Em 2004, inspetores da ONU anunciaram que não havia armas de destruição em massa no Iraque, desacreditando o pretexto usado pelos governos americano e britânico para a invasão. Logo depois o Google atacou.

A busca por "weapons of mass destruction" remetia então a uma página semelhante à mensagem de erro "Esta Página Não Pode Ser Exibida" do navegador, mas com o texto alterado para tirar sarro do migué anglo-americano. Essa brincadeira anterior do Google não está mais ativa, mas um saite britânico mantem na rede uma reprodução do resultado da busca. Vale a pena ler e clicar nos linques.

14.12.05

O que é farra-do-boi

Vargem Pequena é o nome de uma comunidade de Florianópolis. Pequena como diz o nome, meio urbana, meio rural, fica no Norte da Ilha de Santa Catarina, a uns 20 quilômetros do centro. Contou-me um amigo de lá que um grupo de moradores organizou uma farra-do-boi. Dividiram o dinheiro para alugar o bicho e, terminada a farra, sobrou um pouco.

Alguém sugeriu pedir emprestado o salão paroquial, comprar umas bebidas e dar uma festa. A dona Helga, matrona descendente de alemães, responsável pela salão, concordou. Lá pelas tantas, já estimulados pelo álcool, tiveram a brilhante idéia: "Vamu trazê umas muié pra cá"! Uma missão partiu imediatamente para buscar umas "meninas" na zona próxima.

Mas ali as notícias correm mais rápido que os farristas. Uma das esposas descobriu e correu para o salão, armada de cabo de vassoura. Flagrou os homens em plena euforia erótico-etílica. Consta que tinha sujeito dançando em cima da mesa, de cueca, com uma calcinha na cabeça. O cabo de vassoura comeu solto. A vila toda ficou sabendo e deu um rolo sem tamanho.

Acabou sobrando para a coitada da dona Helga, acusada pelas senhoras casadas do lugar de ser a promotora da devassidão: "Mass eu penssei que fosse só uma fesstinha inoscente"!

13.12.05

Estadunidense, ianque ou norte-americano?

Coisa de jornalista, não ligue. Num grupo de discussão por e-mail, discutimos eu e alguns amigos a forma mais apropriada de se referir aos habitantes dos Estados Unidos. Afinal, como chamar o pessoal de lá sem recorrer ao "vem cá, gringo viado!"?

Norte-americano
Errado. O país se chama Estados Unidos da América (EUA). América do Norte é apenas o subcontinente onde está localizado e uma expressão que não faz parte do nome do país.

Ianque
A expressão designava originalmente os habitantes dos estados do Norte, durante a Guerra de Secessão. Para o pessoal de lá, seria quase como chamar os brasileiros de cariocas. Além disso, quando aplicado aos habitantes dos EUA indistintamente, é usado de forma pejorativa. Num texto em que não se pretenda fazer juízo de valor, não seria adequado.

Estadunidense
Termo pouco usual, incômodo de pronunciar e de escrever. Não é uma palavra que se preste muito ao jornalismo. É ainda um tanto estranho, já que Estados Unidos é a forma de organização do estado e não o nome do país propriamente dito. Já pensou chamar brasileiros de republicano-federativos? Tem a vantagem de remeter à expressão Estados Unidos, mais precisa.

Americano
Consagrado pelo uso comum, é mais adequado que estadunidense. Remete a América, como os habitantes dos EUA se referem ao próprio país. Tem contra o fato de América ser também o nome do continente. Mas causa menos confusão que "norte-americano", expressão que leva primeiro à idéia de América do Norte. "Americano", pelo contrário, associa-se antes ao país (uma unidade nacional) que ao continente (expressão geográfica sem unidade). E sempre existe o contexto.

11.12.05

Futebol profissional

O Guarani é um time de futebol de Palhoça, na Grande Florianópolis. Antigo clube amador, há pouco tempo começou a medir forças com os times maiores no chamado futebol profissional. Nos últimos dois anos, ficou entre os quatro melhores no Campeonato Catarinense, torneio que voltaria a disputar em 2006. Bancado por bicheiros e mal administrado, no entanto, sobrou pouco do clube, de acordo com texto do colega Júlio Castro no jornal A Notícia:

"A um mês da estréia na competição, o clube palhocense está com o estádio vetado pela Federação Catarinense de Futebol, não dispõe de nenhum jogador, não tem diretoria ativa, possui uma dívida de R$ 50 mil referente aos salários de jogadores que até o mês passado disputaram o Campeonato Catarinense da Série A2 e ainda não tem sequer uma comissão técnica".

8.12.05

Bonson


Morreu hoje à tarde, em Florianópolis, Sérgio Bonson, um artista que fez parte da história da imprensa local. Cartunista, chargista, desenhista e aquarelista, publicou suas tiras nos jornais O Estado (Florianópolis), A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e Folha de São Paulo. Há duas semanas, sentiu-se mal e procurou um médico. O diagnóstico foi de um câncer nos pulmões, já em estado adiantado. Não foi possível tratamento. Bonson morreu num leito do Hospital Universitário da UFSC, em Florianópolis. Deixa seus desenhos e aquarelas, em que a cidade, de certo modo, sempre foi personagem.

6.12.05

Auto-surpresas

Comecei a publicar este blogue porque vários amigos tinham e quis experimentar. Também porque gosto de escrever e para me divertir um pouco. Mas desde o início decidi não falar muito de mim. O que não esperava era acabar eu mesmo descobrindo algo sobre este que vos escreve. Vejamos, por exemplo, a lista de dicas que tenho aí do lado. Atualmente são dez saites. Três são de HQ (Alpha Shade, Asterix e Mafalda), três de animação (Anima Mundi Web, Os Simpsons, Os Muppets), dois de história (Imagens de um presente e The Video Game Revolution) e dois de besteirol (Redublagens e Trash 80's). Não tinha me dado conta, mas isso diz alguma coisa, não?

4.12.05

Bobagera 2.0

O Bobagera está de cara nova. Ainda estou com alguns problemas para fazer funcionar os comentários e recolocar os linques, mas logo tudo estará 100%, espero.

3.12.05

A volta do Bátima

O saite do Filme do Bátima, por razões que tivemos preguiça de apurar, não está mais na internet. Mas os fãs do clássico episódio "Feira da Fruta" não precisam se preocupar, o Bobagera não vai deixá-los na mão. Há menos de um mês entrou na rede o Portal de Redublagens, trazendo não só o Filme do Bátima, como outras versões de redublagens seguindo a mesma linha do original, com muitos palavrões. Há até a redublagem de outros dois episódios do mesmo seriado Batman, além de versões chulas de Star Trek, Star Wars e Matrix. Assista Darth Vader em "cadê meu headphone?", um dos melhores. O linque já está aí do lado, na lista de "dicas", substituindo o antigo, do Bátima. Acesse este saite.

2.12.05

Xinelão e mais de um


A lista de blogues amigos ganhou mais dois integrantes. Estreou ontem na rede o +D1, página diária coletiva de um grupo de jornalistas de Floripa (entre os quais, coincidentemente, está a competentíssima Cléia Schmitz, por acaso minha consorte). A proposta do blogue é ter uma cara temática, que vai mudar de tempos em tempos. Durante esse período inicial, o tema é o verão, assunto sobre o qual o pessoal de Florianópolis tem muito a dizer, obviamente.

Quem chegou também para a festa é o Xinelao Studio, do amigo chargista Frank Maia. O blogue traz algo mais do que as charges que Frank publica diariamente no jornal A Notícia. Uma visita diária ao Xinelão sempre vai trazer algo de bom - ao menos uma boa risada.

1.12.05

Jô já era

A produção do "Programa do Jô" (ou o próprio Jô Soares) enlouqueceu. A atração de ontem do programa da Rede Globo de Televisão foi o debate político entre estrelas femininas do jornalismo brasileiro (e uma professora de história), na mesma noite em que a Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato parlamentar do ex-ministro plenipotenciário José Dirceu. Nada mais oportuno (refiro-me, nesse caso, ao debate). Estavam no estúdio Lucia Hippolito (CBN/UOL News/O Estado de São Paulo), Maria Aparecida de Aquino (professora de História da USP), Ana Maria Tahan (Jornal do Brasil) e Lílian Witte Fibe (UOL News). Direto do plenário da Câmara em Brasília, Cristiana Lôbo (Globo News) completou o grupo. O problema é que o debate foi gravado pouco antes da sessão da Câmara, mas só foi ao ar depois do fato consumado. E pior, logo depois do Jornal da Globo, que cobriu toda a história. Ficou muito ruim abrir o programa falando da possibilidade de cassação de José Dirceu quando ele já estava cassado. Isso sem falar do amadorismo de colocar no ar a coitada da Cristiana Lôbo sem retorno de áudio. O problema teve que ser consertado no ar. Assim não dá.

24.11.05

Maldição

"Os que planejam a destruição da cidade sofrerão insanidade, destruição de propriedade, extinção de sua linhagem, o ressecamento de seus líquidos vitais, doenças venéreas e morte". Vejam como aprender história pode ser útil. A frase acima é uma maldição do século XI, uma tradição da pequena cidade britânica de Bury St. Edmunds. Ela foi invocada por um grupo de moradores do vilarejo no último domingo, em pleno século XXI. Depois de perder uma batalha política e judicial contra a construção de um shopping no centro da cidade, eles se vestiram como cavaleiros medievais e amaldiçoaram o empreendimento. Mas espere um pouco antes de rir. Um dos vereadores que havia aprovado o projeto desdenhou a idéia da maldição e teve morte súbita no início de novembro. A história toda está no saite do Terra. Aqui em Florianópolis, houve briga recentemente em torno da construção de dois novos shoppings . Pena que ninguém se lembrou de invocar antigas lendas de bruxas da cidade. Teria sido divertido.

22.11.05

Turista do século 19


Nada mais corriqueiro do que fotos de viagem, ainda mais de um lugar turístico como Florianópolis. Mas imagine ver fotos como essas mais de um século depois que elas foram feitas. E ainda poder compará-las com imagens atuais dos mesmos lugares. É esse o resultado de um projeto de pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), coordenado pela professora Maria Teresa Cunha. Dois anos de pesquisa no acervo iconográfico do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina produziram a recuperação e catalogação de dezenas de fotos da cidade feitas entre o fim do século 19 e início do 20 por José Artur Boiteux. O produto mais interessante do projeto, no entanto, é o saite Imagens de um presente, que coloca as fotos à disposição de qualquer um que tenha acesso à internet. Um mapa interativo (na verdade uma foto aérea do centro da cidade) permite localizar o local de algumas fotos e ainda compará-las com imagens atuais. É uma bela iniciativa para despertar nas pessoas o interesse pela história.

26.10.05

Marketing sem noção

Quem foi o idiota que inventou essas estratégias de marketing de grandes empresas que insistem em ligar para sua casa em horas inoportunas? Estava eu há pouco de cama, convalescendo de uma doença ainda não diagnosticada (não duvido que seja gripe de frango ou febre aftosa), quando um joselito qualquer da Embratel me liga para "passar as novas tarifas para ligações internacionais". Pelo amor de deus, qual é o consumidor que ficaria feliz com uma ligação dessas? "Vocês devem ter todos estes valores disponíveis no saite da Embratel, não?", foi o que perguntei ao sujeito. Depois de ouvir a resposta afirmativa completei: "olha, estou muito doente e tentando descansar, se eu quiser saber as tarifas de vocês procuro na internet. Tchau". Tem coisa mais detestável que alguém oferecer um serviço que você não pediu e não quer? Pronto. Vou voltar para a cama.

23.10.05

Diário de um novo mundo

Assisti ontem à pré-estréia do filme Diário de um Novo Mundo , primeiro longa-metragem do diretor Paulo Nascimento. O roteiro é baseado no romance Um Quarto de Légua em Quadro , do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil (de quem já tive a honra de ser aluno). Com Edson Celulari e Daniela Escobar nos papéis principais, a produção tem atores brasileiros, uruguaios e portugueses, além de um italiano. Grande parte da história foi rodada na Fortaleza de Santa Cruz, na ilha de Anhatomirim, arredores de Florianópolis. A fortaleza foi construída em 1739 e está bem preservada graças à restauração executada nos anos 1980 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O drama tem como pano-de-fundo o deslocamento de milhares de colonos portugueses das ilhas dos Açores para o Sul do Brasil, por volta dos anos 1750, para povoar a região então disputada com os espanhóis. O protagonista é o médico Gaspar de Fróes (Celulari) que acompanha a viagem de um grupo de colonos de Açores até Desterro (Florianópolis), onde se envolve com Maria (Daniela Escobar), esposa de um capitão do Exército. O romance é atravessado pela guerra colonial entre as duas potências ibéricas - é, na época Portugal e Espanha, pasmem, eram as maiores potências globais.

O filme conta com o mérito de levar para as telas um momento importante da formação do Brasil, ainda que não tenha a pretensão de contar essa história (os próprios colonos quase não aparecem como protagonistas do filme). O roteiro de Pedro Zimmerman, premiado no último festival de Gramado (assim como o próprio filme, no Júri Popular) é suficientemente bom para prender a atenção do público - o que merece aplausos em qualquer produção. Achei dispensáveis a participação especial do cantor Ney Matogrosso (na tela e na trilha sonora) e uma tentativa piegas de sensibilizar os expectadores catarinenses e gaúchos, no final. Ainda assim vale a pena assistir, principalmente para quem conhece pouco a história do Sul.

22.10.05

A Tchurma do Schuch

O Bobagera acaba de incluir mais um nome de peso na seleta lista de blogues amigos. Trata-se de A Tchurma, do grande professor Hélio Ademar Schuch, do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de quem foi aluno este que vos escreve. Pesquisador sério e ao mesmo tempo palhaço incorrigível, Schuch tem como credo o brizolismo - mas é gente finíssima. É um dos ídolos de uma geração de jornalistas formados pela UFSC - da qual humildemente faço parte - e ajudou a criar muita gente boa por aí. Schuch é um tipo de professor-pesquisador de universidade pública que deveria ser a regra, mas infelizmente, em muitos departamentos de nossas instituições federais de ensino, acaba sendo exceção - realmente, "a tchurma são foda". É um profissional dedicado ao conhecimento científico e sua difusão. Vale a pena ler a última nota no blogue A Tchurma, sobre a Teoria dos Jogos.

28.9.05



Quem foi criança nos anos 70 certamente se lembra dos Muppets. O programa semanal de TV estrelado por marionetes e sempre com convidados ilustres do showbizz em carne e osso foi um sucesso estrondoso, que amealhou 235 milhões de espectadores em vários países, de acordo com The Muppets Holding Company. A companhia, hoje associada à Disney, acaba de lançar nos Estados Unidos o DVD da primeira temporada do Muppets Show, criado em 1976. Mas as engraçadíssimas figuras dos Muppets são bem mais antigas que o programa. Seu líder, conhecido entre nós como Caco, o Sapo (Kermit, the Frog, para os americanos), parte no dia 14 de outubro numa turnê mundial com 50 destinos, para comemorar seu aniversário de 50 anos. Caco começará o périplo pela cidade texana que leva seu nome (Kermit) e visitará os destinos turísticos mais famosos do mundo, como a Estátua da Liberdade (Nova York), a torre Eiffel (Paris) e a Grande Muralha da China. O informe divulgado pela companhia na internet não diz se o Brasil está entre os 50 destinos.

16.9.05

Notas policiais

Trabalhar na editoria de polícia às vezes é divertido. Há alguns dias tenho substituído o editor da área no suplemento regional AN Capital do jornal A Notícia, enquanto o titular da pasta, grande colega Cao Carvalho, tira uma licença para cuidar da saúde. Pois vejam o que me trouxe ontem o repórter Jonas Hames, correspondente do jornal na região de Tijucas (SC). Um morador de Canelinha, cidade de 9 mil habitantes a 67 quilômetros de Florianópolis, foi embarcado numa ambulância para tratamento num hospital da capital. No caminho, o motorista parou num posto de gasolina, saiu do carro, e o paciente aproveitou o descuido para limpar a carteira no sujeito. A historinha completa está aqui. É o último texto da página.

15.9.05

Bátima - o saite




Fãs do Filme do Bátima têm agora um endereço favorito na internet. Para quem não sabe do que se trata, o filme de 22 minutos é uma dublagem com "tradução livre", em cima de um episódio do famoso seriado Batman & Robin, dos anos 60, em versão recheada de palavrões. Foi feito em 1981 por uma dupla de adolescentes, só por brincadeira, e muitos anos depois alguém colocou a obra de arte na internet. Virou um ícone. Os próprios autores, hoje na faixa dos 40 anos, levaram um susto com a celebridade inesperada. A história toda está contata no saite, onde é possível também baixar o filme, a música "Feira da Fruta" da trilha sonora e trechos do vídeo comparando o episódio original com a versão chula.